sábado, 1 de dezembro de 2007

10 Dicas para Investir em Ações

Na hora de montar seu portfólio na Bolsa, não basta levar em conta apenas o preço de compra e venda dos papéis de uma empresa. Além das informações básicas como faturamento e lucro, as demonstrações financeiras avaliadas com precisão podem indicar se uma companhia está no rumo certo. Conheça alguns procedimentos básicos apontados pelo consultor financeiro Gustavo Cerbasi. Eles ajudam a descobrir os melhores ativos.

1. Avalie corretamente o valor da companhia Nos Estados Unidos, o patrimônio líquido divulgado no balanço financeiro é suficiente para que o investidor saiba quanto vale a companhia. A legislação americana permite que os ativos reais (como o maquinário) sejam calculados com valores atualizados. No Brasil, desde 1995, a correção do custo dos ativos é proibida. As companhias driblam a restrição publicando notas explicativas com os dados relativos aos prazos.

2. Compare o desempenho dos competidores Estude a rentabilidade de todos os concorrentes. Se a empresa escolhida se destacou das outras do mesmo setor, é bom sinal. A TAM, no começo de 2002, comemorou, em vez de lamentar, um prejuízo de 5% sobre o patrimônio. As demais companhias aéreas registravam prejuízos da ordem de 30%.

3. Analise a evolução do setor Não é possível isolar o desempenho de uma empresa quando todo o setor vai mal. É o caso das companhias energéticas. Em todas elas a receita ficou abaixo do esperado devido à renegociação dos contratos impostos pelo Governo.

4. Reconheça os sinais de alerta O principal indicador da saúde corporativa é a rentabilidade sobre o patrimônio líquido. O investidor precisa ficar atento se, durante vários períodos seguidos, esse índice estiver abaixo da valorização obtida com uma aplicação mais conservadora, como os fundos referenciados no CDI.

5. Calcule a dependência de fatores externos Informe-se sobre dados como o vaivém da indústria ao longo do ano. Setores como o de agronegócios e têxtil e também aqueles fortemente ligados à exportação estão mais expostos a este tipo de risco.

6. Esteja atento a nós societários O banco Itaú, que faz parte da holding Itausa, tem investimentos independentes em outras empresas. Uma delas é a Itautec, na qual o banco é sócio da própria Itausa. Ou seja, quando a Itautec vai bem, a holding está ganhando duas vezes. Essas informações aparecem nos balanços.

7. Pesquise pontos fracos no longo prazo Dívidas em dólar ou atreladas a índices de risco (como inflação) precisam ter sua estratégia de liquidação no balanço. A Natura, que abriu capital em maio, tinha parte da dívida vinculada ao câmbio. Para tranqüilizar os investidores, divulgou um recurso que a pôs no bom caminho: fez operações de “hedge” (proteção) para evitar dificuldades em caso de alta da moeda.

8. Examine o time executivo A contratação de um executivo renomado é sempre resultado de novos projetos. A expectativa do mercado afeta as ações, mas o impacto tende a diminuir com o tempo.

9. Conheça a estratégia de sobrevivência corporativa Operações de aumento de capital ou aporte só se justificam se apóiam planos de expansão ou crescimento. Redobre a vigilância se o capital for usado para pagamento de dívidas ou juros.

10. Previna-se contra maquiagens financeiras Até mesmo balanços auditados por companhias respeitadas podem esconder golpes. O caso da italiana Parmalat é um dos melhores exemplos de como é difícil descobrir esse tipo de truque.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Ultimamene ando tendo uma inclinação para começar a investir em ações, até fiz um cadastro no site 'FolhaInvest' para participar do simulado, mesmo porque não entendo NADA de mercado financeiro, mas tenho muita vontade de entrar nesse barco!
Belas dicas, forte abraço!

Guilherme disse...

Dedicar-se MUITO é fundamental

usar simulados antes de ir com o dinheiro vivo é uma excelente ferramenta também.

www.thedaytradingacademy.com.br