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sábado, 11 de abril de 2020

5 princípios básicos para melhorar sua vida financeira

Organizar a vida financeira não é difícil. Pode exigir alguns sacrifícios, mudança de mentalidade e muita disciplina, mas é perfeitamente possível a qualquer um reorganizar as finanças, deixar as dívidas para trás e construir um patrimônio capaz de gerar uma renda capaz de melhorar muito sua qualidade de vida. Nesse post, abordo 5 princípios básicos que levarão à sua independência financeira!

1. Aja diferente dos outros


Um dizer básico de vários livrinhos idiotas de auto-ajuda é: "se você faz exatamente o que sempre fez, como espera obter resultados diferentes"? Apesar de eu não gostar de auto-ajuda, essa é uma frase que faz sentido. Uma variação dela seria a seguinte: "se você faz exatamente o que os outros fazem, como espera obter resultados diferentes dos obtidos por eles?".

Muitas vezes, a grama dos vizinhos nos parece mais verde do que realmente é. E acabamos imitando práticas ruins deles acreditando que eles têm um estilo de vida melhor que o nosso. Assim começa uma competição idiota: ele compra um carro novo e você passa, automaticamente, a necessitar de um carro novo. Ele compra roupas de grife e lá vai você atrás dele. Ele compra um apartamento no Noroeste e lá se vai você atrás.

Nada contra o desejo de ter esses bens. Mas você deveria pensar: será que ele realmente tem condições de ter esse estilo de vida? Será que ele não está se endividando mais do que pode para manter as aparências? Às vezes, a grama é verde, mas o interior da casa está completamente deteriorado. Mais importante, pergunte-se a si mesmo: "será que eu tenho condição de seguir o estilo de vida dele"? Há alguns dias, vimos a história de um americano que conseguiu se aposentar aos 30 anos - e tudo por ter decidido abandonar o estilo de vida estimado pelos outros.

2. Viva abaixo dos limites de sua renda


Veja bem: eu disse abaixo, e não nos limites de sua renda. Se você ganha R$ 1.000, não gaste R$ 1.000, gaste R$ 800. Se você ganha R$ 10.000, não gaste R$ 10.000, gaste R$ 6.000. O que "sobrou" deve ser religiosamente investido todo mês.

Esse raciocínio também se aplica aos "aumentos salariais". Se você ganhou R$ 100 de aumento, poupe uma parte do aumento em acréscimo ao que já poupava. Recebeu aumento para R$ 1.200 e quer aumentar o estilo de vida? Tudo bem - aumente suas despesas para R$ 900, não para R$ 1.000, e passe a economizar R$ 300 por mês. Sua renda aumentou de R$ 10.000 para R$ 12.000? Então aumente as despesas para R$ 7.000, mas economize R$ 1.000 adicionais.

Somente assim você poderá fugir da corrida dos ratos de que fala Kyiosaki e poderá começar a pensar em construir sua independência financeira.

Para viver abaixo dos limites de sua renda, trate o dinheiro economizado mensalmente como se fosse uma despesa. Assim como você paga conta de água e luz, o dinheiro das economias deve ser tratado como uma despesa. Assim que o salário cair na sua conta, invista a quantia estipulada. Pague-se a si mesmo antes de pagar os outros!

Se você simplesmente ganha tão pouco que não consegue economizar nada mesmo enxugando ao máximo suas despesas mensais, então invista em si mesmo para ganhar mais. Faça um curso, tente conseguir um emprego extra - enfim, tente sair da situação crítica para conseguir um pouco de folga.

3. Construa um colchão de segurança em investimentos menos voláteis


Não invista todo o seu dinheiro em aplicações financeiras voláteis demais. Você nunca sabe quando precisará de dinheiro para as despesas mais inesperadas que podem surgir. Você pode perder o emprego, pode ficar doente e precisar de um extra para cobrir algumas despesas médicas, ou fazer algum reparo em casa. Nunca se sabe.

Por isso, é preciso ter algum dinheiro em aplicações menos rentáveis, mas mais estáveis ao longo do tempo, como poupança, CDB, fundos DI, títulos do Tesouro Direto (LFT!! - há outros títulos muito voláteis).

Claro, pode acontecer de, no futuro, você até pode ter um patrimônio financeiro tão significativo que poderá abrir mão do colchão de segurança, porque mesmo em uma eventual necessidade em tempos de queda o capital necessário para suprir suas necessidades imediatas pode ser tão pequeno em comparação com seu patrimônio que não faria tanta diferença assim ter alguns poucos investimentos em aplicações menos voláteis.

Mas, no início, siga essa regra com disciplina. Acredite: você não quer ter que vender suas ações depois de 30% de queda porque não se planejou para pagar por um imprevisto.

4. Estude e aprenda a investir melhor


Investir demanda algum tempo e disciplina. E demanda conhecimento. Portanto, procure bons livros sobre investimentos nos mais diversos ativos, a fim de aumentar suas possibilidades. Com isso, você passará a enxergar melhor as oportunidades do mercado e a ter melhor rentabilidade.

Leia mesmo que você não tenha muito tempo para se dedicar aos investimentos. Mesmo que você só possa investir em fundos de investimento, porque não vai ter tanto conhecimento assim para decidir por si só onde investir, pode valer a penas estudar para definir uma estratégia de investimento nos fundos.

5. Invista e… reinvista!


O produto dos seus investimentos deve ser reinvestido com disciplina nos primeiros anos (primeiras décadas?). A diferença de resultados entre uma aplicação com reinvestimento da renda para outra em que não há reinvestimento é absurda!



Afinal, por que é tão difícil enriquecer?

O principal desafio de quem tem problemas para lidar com o dinheiro é justamente a delicada relação entre desejos, necessidades e prioridades. É difícil se convencer a deixar uma compra de lado quando ela surge como esperança diante de um dia a dia pesado e tenso, eu sei disso muito bem.

O que é interessante é que ao abraçar e praticar a educação financeira de uma forma inteligente poderemos experimentar sensações semelhantes de alegria e motivação, mas relacionadas às conquistas de patrimônio, desejos de consumo e sonhos ligados à realização pessoal.

Três comportamentos que atrapalham o sonho de ficar rico
Durante estes anos trabalhando com finanças pessoais, percebi que todas as pessoas apresentam, em maior ou menor grau, três comportamentos nocivos em relação ao enriquecimento:

1. Ausência de prioridades

É comum agirmos de forma irresponsável quando não temos prioridades capazes de nos motivar diante das decisões de consumo movidas pela emoção.
O que fazer? Separar tempo na agenda para pensar em você e sua família (no que realmente importa);

2. Vitmização

A responsabilidade por traçar metas financeiras e executá-las é sempre nossa, não importa se a liquidação está "imperdível" ou se o salário não é o que merecemos.
O que fazer? Assumir com seriedade a tarefa de cuidar do dinheiro e multiplicá-lo;

3. Ignorar a necessidade de controle financeiro

O orçamento doméstico acompanhado de um controle financeiro bem feito são os aliados de quem deseja viver de acordo com suas possibilidades. Sem registro é impossível saber quais são os limites.
O que fazer? Realizar pelo menos uma reunião mensal para discutir as finanças e registrar em uma planilha ou caderno, todo santo mês, todas as receitas e despesas da família.


domingo, 22 de março de 2020

8 dicas para montar uma carteira de ações vencedoras! (Dicas da ADVFN)

1) Monte uma carteira de ações para longo prazo.

2) Estude empresas e os setores da economia. As Blue Chips (empresas avaliadas acima de R$10 bilhões) são um bom início para investir por serem companhias mais sólidas, mas você deve estar ciente de que estas lhe darão menos retorno.

3) Programe intervalos de compra das suas ações (uma vez por semana, uma vez por mês, todo dia 5 de cada mês) e quantias programadas (R$300,00 por mês).

4) Nunca use para investir em ações o dinheiro que você vai precisar no curto prazo. Só compre ações com dinheiro que pode ser investido no longo prazo. Assim você se protege de vender a ação em um momento de baixa.

5) Aproveite as oportunidades que o mercado oferece. As quedas das ações, e do mercado, são uma boa oportunidade para aumentar o número de ações na sua carteira.

6) Na seleção das ações o preço do papel não é o mais importante. O que importa é o número de ações que você tem e a solidez das empresas que você tem ações

7) Se for vender uma ação da sua carteira só o faça se na sua análise de setor ou a ação a empresa, que você investe, já não tem boas perspectivas.

8) Busque investir em companhias sólidas. O que protege a sua carteira de ações é ter ações de empresas sólidas, portanto quanto maior o número de informações sobre a companhia e setor que ela está inserida, melhor!

O que defende a sua carteira de ações é colocar em renda variável só dinheiro que você não vai precisar. Assim o risco de ter de vender o papel em um momento de baixa não ocorre, você pode segurar o papel e aguardar o um momento de valorização para efetuar a venda.


terça-feira, 3 de março de 2020

Ser conservador e paciente: as principais lições do pequeno investidor

As principais lições que aprendi são as seguintes:

1. Seja conservador. Mas entenda o que é ser conservador: não é apenas investir na poupança, mas evitar comprar ativos supervalorizados. Investir em ações pode ser bastante conservador, da maneira como você encara o investimento.

2. Seja paciente: investimento e afobação são palavras que não combinam muito. Se você precisa do dinheiro logo, não aposte no mercado de ações como uma saída de curto prazo. Prefira investimentos menos voláteis.

3. Não acredite em analistas de investimento. Muitas casas de análise fazem jogo duplo, recomendando a venda/compra quando estão atuando na outra ponta. Além disso, boa parte dos analistas se concentra apenas em um pequeníssimo universo de empresas, que abrange as que são negociadas no Ibovespa e umas poucas que não fazem parte desse grupo. Ou seja, de 500 empresas que são negociadas na bolsa de valores, apenas umas 70 são cobertas pelos analistas – e há excelentes oportunidades esquecidas nas outras 430…

4. Esqueça ações da moda. Normalmente, o mercado só as vê quando a maior parte do lucro que se poderia fazer com elas já foi usufruído. Como são “da moda”, são altas as chances de você comprá-las por um preço excessivamente alto por elas e acabar com um mico na mão. Pense no caso do Facebook…

5. Não confie cegamente em pop stars no mundo dos investimentos. Eike Batista, Marcos Elias… verifique se o que eles fazem realmente faz sentido ou se é apenas “papo” que pode induzir você a investir em empresas de vento.

6. Não invista em empresas do grupo X de Eike Batista… ao menos até que elas mostrem que podem apresentar, consistentemente, lucros constantes e crescentes por um bom período. Algo que não fizeram até agora…

7. Reinvista os dividendos recebidos. Esse é um dos grandes segredos para a criação de riqueza na bolsa. Não menospreze os dividendos jamais. Muita gente os gasta por achar que é “dinheiro de café”. Mas, acumulados e reinvestidos, se tornarão grandes fontes de riqueza para sua carteira. No meu caso, os dividendos recebidos até aqui correspondem a aproximadamente 1/3 de toda a rentabilidade de meus investimentos em ações.

8. Não despreze a renda fixa. Ela assegura uma certa estabilidade para seu portifólio e garante recursos para investir nos momentos de crise no mercado de ações.

9. Home broker não é televisão. Acompanhá-lo diariamente e a todo instante é fonte de estresse e pode levar você a deixar de se concentrar no dia-a-dia. Não, eu não aprendi essa lição pessoalmente: mas conheci algumas pessoas que se encrencaram no trabalho por causa disso.

10. Investir na bolsa é sempre para o longo prazo. Se você olhar o home broker todo dia, as chances de ver suas ações em alta são de 50% a cada dia. Se você observá-lo uma vez por ano, as chances são de mais de 90% de que suas ações estejam em alta.

11. Esqueça análise gráfica, análise técnica e a idéia de se tornar um trader. Os custos com corretagem e impostos de um trader são tão altos que boa parte dos ganhos adicionais que se obteria com a estratégia podem ser perdidos com esses custos. Quem ganha é a corretora.

12. A estratégia Buy and Hold possibilita ganhar muito dinheiro sem pagar um único centavo de imposto.

13. Não acredite em economistas. Macacos jogando dardos ao acaso têm maior probabilidade de acertar previsões do que especialistas. Economistas e políticos são bons contadores da história passada.

14. As crises do presente não são mais intensas ou piores do que crises passadas. Daqui a 20 anos, as crises de hoje, em um gráfico, parecerão iguais às crises de 1987, 1990 ou 1999 hoje: apenas pequenas flutuações. Mas, na época, foram crises que geraram bastante desespero para os investidores.

15. Você só pode ganhar muito dinheiro na bolsa de valores porque existe volatilidade. Use-a a seu favor, comprando ações em momentos de crise, e ela será sua aliada, não sua inimiga.

16. Ativos geram renda; passivos geram despesas. O segredo da riqueza é ter muitos ativos e poucos passivos.

17. Se você é proprietário da casa em que você mora, ela é um passivo. Não entendeu? Leia o item 16 novamente.

19. Por que investir? Para que meus ativos gerem renda suficiente para cobrir todas as despesas geradas por meus passivos sem que eu precise mover uma palha.

20. Não invista em empresa que voe ou faça algo que voe. Essa eu aprendi com Buffett e Parisotto.

21. Não acredite na imprensa. A maioria dos jornalistas econômicos tem síndrome de Nostradamus: a próxima crise sempre gerará o apocalipse.

22. Antes investir em uma boa empresa pagando um preço um pouquinho maior do que investir em uma péssima empresa vendida barato.

23. Investir não é garantia de riqueza; mas é uma boa proteção contra a miséria.

24. Uma bolha não é definida por seu estouro, mas por preços injustificados.

25. A imprensa brasileira não gosta de falar em bolha imobiliária porque boa parte dela é financiada por construtoras.

26. Não confie no governo. Meus piores investimentos foram feitos em empresas governadas pelo governo ou reguladas por ele. Infelizmente, ainda mantenho alguns desses investimentos – provavelmente para me lembrar, daqui a alguns anos, que eu os deveria ter vendido hoje.

27. Ninguém precisa ter ações da Vale ou da Petrobras.

28. Gaste menos do que você ganha. Muito menos. De preferência, se for possível, guarde 40% de tudo o que você ganha e invista.

29. Comece a planejar sua aposentadoria ontem.

30. Não invista em planos de previdência complementar, a não ser que haja bons seguros atrelados a ele. A maioria dos planos tem tantas taxas de carregamento e administração que eventuais vantagens tributárias são engolidas pelos custos.

31. Estude obras estrangeiras sobre investimentos. A maioria dos livros brasileiros é muito, muito ruim – salvo honrosas exceções.

32. Você não precisa trocar de carro, celular ou computador porque seu vizinho ou seu colega de trabalho o fizeram. Só faça isso se não for comprometer seus investimentos e sua tranquilidade financeira, e pelo motivo certo – que, obviamente, não é mostrar para eles que você também tem o objeto.

33. Você também não precisa viajar para o exterior só porque seu vizinho e seu colega de trabalho o fizeram. De novo: só faça isso pelo motivo certo. Cada um tem o seu.

34. Pague os impostos corretamente. Mais cedo ou mais tarde a Receita Federal descobrirá sua tentativa de burlar as regras do jogo. Acredite.

35. Não, a economia mundial não vai acabar porque a Grécia e a Espanha estão com dívida impagável.

36. Não acredite quando um analista gráfico/técnico disser que a bolsa vai a 18.000 pontos por causa dos ciclos de Fibonacci.

37. Também não acredite quando o ciclo de Fibonacci citado por algum analista disser que a bolsa vai a 200.000 pontos em 1 ano.

38. O segredo de investir na bolsa é a consistência, e não descobrir a próxima empresa a disparar.

39. Não, a empresa de tesourinha de cortar unha do dedão de pé Mundial não vai ser comprada pela Apple. Se você não entendeu, a Mundial é uma empresa cuja cotação disparou em 2011 por causa de boatos como esse. Muita gente que entrou na onda levou um baita prejuízo depois.

40. Não acredite em boatos.

41. Repito: não acredite em boatos. Acredite em balanços.

42. Você não é Warren Buffett. Diversifique.

43. Apesar de não ser Warren Buffett, você pode se inspirar nele.

44. Você também não é Peter Lynch. Não é porque você comprou uma empresa que conhece e usa seus produtos no dia-a-dia que ela dará lucros. Aprofunde seu conhecimento sobre a empresa antes de inclui-la em seu portifólio.

45. O mundo está em crise. O que mudou em sua volta? As pessoas pararam de usar computador, celular, energia, água, comida, sapatos, cerveja, etc. etc. etc.? Não? Então por que você acha que o mundo vai acabar?

46. No fim das contas, é só dinheiro. O que realmente importa está fora da bolsa e dos bancos.

47. Corolário do item 46: “é só dinheiro” não significa dizer que você deve desperdiçá-lo. No fim das contas, você quer ganhar dinheiro para gastar com o que realmente importa.

48. Leia bons blogs de investimento. É possível aprender muita coisa bacana com gente que investe e não tem qualquer outro interesse a não ser ensinar um pouco.

49. Uma ação é um pedaço de uma empresa. Nunca se esqueça disso.

50. Warren Buffett só tem uma casa. Por que você precisa de três?

51. Invista uma parte de sua carteira de ações em small caps. Empresas pequenas podem ter um futuro brilhante.

52. Invista em blue chips. Empresas grandes também podem crescer bastante, mesmo que pareça impossível. Um crescimento moderado pode fazer maravilhas no futuro.

53. Empresa que lucra não quebra.

54. Empresa que só dá prejuízo quebra.

55. Qualquer pessoa pode contar uma boa história sobre uma empresa. Acredite nos balanços, não nas histórias.

56. Renda fixa pode dar prejuízo.

57. Imóveis podem dar prejuízo.

58. Ações podem dar prejuízo.

59. Abrir um negócio pode dar prejuízo.

60. A boa notícia é que todos esses investimentos podem dar lucro.

61. No longo prazo, as ações tendem a trazer maiores lucros do que outras classes de investimento.

62. Quando alguém disser que prefere investir em imóveis porque eles são de concreto, lembre-se de que o que garante a propriedade do imóvel é a escritura, um pedaço de papel. Uma ação também representa um pedaço de concreto, e mais: fábricas, valor da marca, computadores… tudo o que a empresa tem.

63. Invista em conhecimento: se você não pode investir porque não tem dinheiro e sua renda é baixa, estudar pode trazer aumento de renda e possibilitar ganhar dinheiro com investimentos.

64. Não pegue dicas de investimento com o cunhado.

65. Invista em empresas que tenham bom histórico de lucros crescentes.

66. Invista em empresas que apresentem boa margem líquida e bons índices de solvência.

67. O governo pode manipular a inflação.

68. Não empreste dinheiro a um parente ou amigo. Ou você perderá o parente/amigo, ou o dinheiro. Provavelmente os dois. Se quiser ajudar na situação, considere como dinheiro perdido.

69. Não dê conselho sobre investimento diretamente a parentes ou amigos. Você será sempre lembrado se algo der errado.

70. Se você estiver endividado, procure trocar sua dívida por outra que cobre juros menores.

71. Seu perfil de investimento não depende de sua coragem, mas de sua situação financeira. Um servidor público estável pode se dar ao luxo de ser bastante arrojado, mas um autônomo não.

72. Os princípios de investimento são os mesmos para homens e mulheres. Não acredite em livros que dizem o contrário: só muda o detalhe, mas a essência é a mesma.

73. Buy and Hold não morreu: é apenas intriga de analistas sempre que o mercado cai um pouco.

74. Se você traçar um gráfico da economia mundial desde a pré-história, provavelmente o “suporte” do gráfico estará lá na idade média.

75. Gênios podem tomar prejuízos geniais na bolsa de valores. O mercado não respeita QI; respeita quem não faz besteira.

76. Comprar, para fins de investimento, um imóvel que pague em aluguel equivalente a 2% ao ano é burrice.

77. Quando a Selic cai, o valor dos títulos públicos tende a subir; e vice-versa.

78. Investir e especular são conceitos totalmente diferentes.

79. Investir em ações é como maratona, não corrida de 100 m rasos; ganha quem tiver resistência, não quem for mais rápido e se cansar logo.

80. A economia brasileira não é especial; ela funciona com base nos mesmos princípios econômicos que as demais economias do planeta – apesar do que dizem Lula e Dilma.

81. Um home broker não é um videogame; você não precisa jogar muito até passar de fase. Provavelmente, jogar pouco é a melhor maneira de “ganhar o jogo”.

82. Investir é tão emocionante quanto um jogo de golf. Se você quer emoção, vá fazer esportes radicais.

83. Por que pagar R$ 10,00 por uma empresa que vale R$ 5,00 se você pode pagar R$ 10,00 por outra que vale R$ 20,00?

84. Invista em empresas que apresentem vantagem competitiva durável.

85. O melhor momento para comprar ações é quando está todo mundo desesperado.

86. Domine as emoções ao investir; temperança e paciência são boas virtudes que aumentam suas chances de lucrar.

87. Diversificar é se proteger contra a sua ignorância. E acredite: você é mais ignorante do que acredita.

88. O mercado não é perfeito. Às vezes, erra feio. Aproveite essas oportunidades.

89. Nem sempre novas tecnologias são garantia de lucro certo.

90. Fundos de investimento imobiliário podem ser uma excelente maneira de investir em imóveis de maneira mais responsável – e eventualmente mais lucrativa.

91. O governo quer que você se endivide – assim como ele.

92. Antes de comprar algo de que você não precisa, pergunte: o quanto esse dinheiro poderia se valorizar daqui a 30 anos? A resposta te ajudará a manter gastos supérfluos em perspectiva.

93. Se você não consegue se manter no jogo, não há como vencê-lo. Não se arrisque em investimentos muito arriscados – se há uma chance de que você quebre com eles, isso irá acontecer.

94. Não, o universo não está conspirando contra você porque comprou uma ação e no dia seguinte ela começou a cair. O universo não se importa – apesar do que dizem os autores de O segredo.

95. Quem trabalha duro e analisa bem seus investimentos tem uma sorte danada com eles.

96. Você não é pouco ético se investir na Sousa Cruz ou na Ambev. Elas continuarão lucrando e atuando em suas áreas independentemente de você ser acionista delas.

97. A sua corretora de valores não está nem aí para seus resultados. Ela quer que você pague a corretagem… quanto mais, melhor.

98. Não invista em nada que te impeça de chegar em casa e contar a sua mulher/seu marido o que fez. Se você não tem coragem de contar o que fez a sua família, é algo que provavelmente levará a sua falência – e à perda de sua família.

99. Nem sempre sua análise levará a resultados imediatos. Bons investimentos às vezes demoram anos para dar resultado.

100. O único responsável pelo seu sucesso ou fracasso é você. Não responsabilize os outros pelos seus resultados.

Fonte: 

segunda-feira, 2 de março de 2020

3 passos para você voltar a investir e ganhar dinheiro na bolsa

Aceite que você nunca vai comprar no ponto mais baixo do mercado – 

Há duas formas de encarar um mercado em queda: a primeira afirma que ninguém pega faca caindo, por isso deve-se esperar o mercado parar de cair para investir. E a segunda vê quedas como comprar notas de R$1,00 por R$0,50, que entende que se está ganhando de qualquer maneira. Prefira se concentrar nos números da empresa e invista consciente, sabendo que você corre, sim, o risco de ver essa ação cair mais um pouco. Pense a longo prazo.

Desenvolva um plano – 

Que tipo de ação você busca? Aquelas que rendem bastante dividendo? As com maior potencial de crescimento? Ou as com maior participação no índice Ibovespa? Ter uma estratégia clara no momento de escolher seus investimentos faz toda a diferença na hora tanto de investir como, meses mais tarde, realizar/vender.

Siga o plano – 

Ignore as fofocas do mercado. Siga seu plano de investimentos e apoie-se em dados sólidos.

Fonte: ADVFN (213588 - vellinhotrt4 - 04 Out 2013, 19:42)

Buy and Hold é uma estratégia evolutivamente estável

Por que é tão difícil prever o mercado? Chegar a conclusões definitivas a respeito das melhores ações? E por que a estratégia Buy and Hold tem tão bem sucedida? Tudo parece tão subjetivo, tão sujeito a tantas variáveis diferentes que parece impossível acreditar que uma estratégia possa ser tão competente para navegar tranquilamente em águas tão turbulentas.

Reflita sobre as variáveis que afetam o mercado de ações: questões políticas a respeito das expectativas sobre as políticas do governo que impactarão a atividade empresarial; expectativas quanto ao movimento da taxa de juros; a política internacional; o empenho dos administradores; a sustentabilidade do crescimento dos lucros das empresas; o humor dos investidores… e por aí vai.

Como é possível, então, explicar o sucesso da estratégia Buy and Hold? No meio de tantas variáveis, parece difícil conceber a própria ideia de que comprar ações de empresas com determinadas características pode ser uma estratégia vencedora no longo prazo. No post de hoje, tentarei rascunhar algumas intuições que tenho sobre o assunto. O post, portanto, será bem filosófico – mas prometo manter a linguagem simples como sempre tenho feito.

O mercado de ações é um sistema evolutivo. O que isso quer dizer?
A primeira intuição é a de que o mercado de ações é um sistema evolutivo complexo. Isso quer dizer que o mercado de ações apresenta características específicas que tornam a sua dinâmica muito próxima àquela estudada pelo inglês Charles Darwin ao explicar a evolução das espécies. Segundo Darwin, um sistema evolutivo é composto por três características básicas: (i) ele produz variações; (ii) essas variações são transmitidas por um mecanismo de herança; e (iii) dessas variações decorrem características que afetam a possibilidade de ela ser transmitida no futuro (seleção).

O que, na biologia, chamamos de aptidão (fitness), é a capacidade de sobreviver e se reproduzir. Essa é a lógica estabelecida na teoria de Darwin: quando um organismo não tem essa capacidade, ele é inapto e, por isso, há uma grande tendência da proporção de seus genes diminuírem nas próximas gerações. Quando ele tem uma aptidão maior, consegue se reproduzir mais e, por isso, a proporção de seus genes aumenta no conjunto da população.

O mesmo ocorre com a atividade empresarial. Quando uma empresa tem determinadas características, ela pode aumentar ou diminuir sua participação no mercado. Se sua participação chegar a 0%, ela foi “extinta” do jogo, porque suas características a tornaram inapta para participar do jogo do mercado. Ou seja, Darwin também se aplica ao mercado financeiro.

A “variação”, no mundo empresarial, diz respeito ao conjunto de empresas que participam do mercado. Cada empresa adota estratégia de negócio diferentes, que afetam seus resultados operacionais e podem levá-la um pouquinho mais próximo do sucesso ou mais longe dele. Ou seja, adotar uma ou outra estratégia afeta a probabilidade de que a empresa se mantenha “viva” e bem sucedido.

Que estratégias fazem uma empresa ser bem sucedida no longo prazo?
Na teoria evolutiva, é difícil dizer que uma estratégia comportamental é sempre mais bem sucedida. O ambiente evolutivo não é estático; a estratégia que pode funcionar muito bem em determinado momento pode ser um fracasso retumbante no futuro, porque as condições mudaram. Como cada empresa muda suas estratégias ao longo do tempo, como resposta aos desafios que lhe são colocados, o ambiente é muito instável. Confiar em uma estratégia que deu certo no passado não necessariamente garante o sucesso no futuro.

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A essa altura, alguém poderia pensar: “e não é exatamente isso que você sempre sugeriu? Que o Buy and Hold é uma estratégia que traz melhores resultados sempre?”

Sim, eu disse. Mas a teoria evolutiva tem apresentado muitos desenvolvimentos após a obra-prima de Darwin. John Maynard Smith e George Price, por exemplo, delinearam o conceito de “estratégia evolutivamente estável” (ESS – evolutionary stable strategy). Uma estratégia é evolutivamente estável quando, uma vez fixada em uma determinada população, a seleção natural prevenirá que estratégias alternativas consigam ser bem sucedidas e substituí-la. É uma aplicação do conceito de equilíbrio de Nash a sistemas evolutivos: uma ESS é a melhor resposta em uma situação possível, dado que não há nada a ganhar substituindo-a por outra estratégia.

Acredito que o sucesso da estratégia Buy and Hold ao longo da história se deve ao fato de que é uma estratégia evolutivamente estável. Não importa o que os outros investidores façam, você não vai ganhar nada em relação a eles se deixar de utilizar a Buy and Hold. E por que isso? Porque a estratégia Buy and Hold traz embutida em si mesma considerações bastante realistas a respeito do próprio funcionamento do mercado. Ao invés de buscar se concentrar no momento, ela se concentra na lógica de funcionamento do mercado – nas características que usualmente fazem as empresas serem bem sucedidas e prosperarem no longo prazo.

Ela traça considerações a respeito do que constitui a “aptidão” no mercado empresarial e traz essas premissas para o centro de suas considerações a respeito de quais empresas têm maior probabilidade de ter sucesso no longo prazo. São premissas razoavelmente simples: ou você discordaria de que empresas lucrativas, que apresentam histórico de anos sem dar prejuízo, têm mais chance de sucesso? Que apresentar um bom ROE e ROIC sejam indicadores de eficiência no uso da receita? Que ter uma margem de lucro maior é melhor do que ter uma margem de lucro menor, e que a história desses indicadores indica maior qualidade na gestão empresarial? Ou que ter uma boa gestão de dívidas é melhor do que tê-las descontroladas?

Além disso, a estratégia Buy and Hold também considera o seu próprio ambiente competitivo – as estratégias alternativas de investimento. A lógica do mercado empresarial é a da eficiência; no mercado de ações, a lógica é a do preço. E ela parte de uma premissa simples: comprar ações de empresas por um preço de mercado menor aumenta suas chances de lucro no longo prazo. A análise dos fundamentos do mercado empresarial permite examinar o fundamento das companhias, separando o joio do trigo e selecionando as que mostram melhores prospectos para o futuro; e a análise de mercado de ações possibilita comprar essas empresas por preços razoáveis.

Essa é uma estratégia evolutivamente estável porque é muito, muito difícil de ser substituída por outra no longo prazo. As estratégias fundamentadas na análise gráfica e técnica, por exemplo, se preocupam apenas com uma das dimensões da realidade – o próprio mercado de ações. Ela enxerga esse mercado como tendo uma lógica própria, independentemente da realidade subjacente que diz respeito ao que ocorre de fato no mercado empresarial. Ela não está de todo errada; o mercado de ações tem uma lógica peculiar, que responde bem a vários fatores intrínsecos ao sistema de negociação de ações. Fatores como o humor dos investidores, elasticidade, suporte e resistência podem de fato um poder preditivo no curto prazo. Mas, como essas estratégias não são responsivas à dinâmica da economia real, estão fadadas a não reconhecer, no presente, o potencial das empresas no futuro.

As análises fundamentalistas que lastreiam a estratégia Buy and Hold erram? Erram. Em sistemas tão complexos como a economia, é impossível traçar qualquer abordagem infalível. Impossível. Mas o foco dela não é acertar sempre, mas sim errar o mínimo possível. E, como a história tem mostrado, isso de fato vem acontecendo, com grandes recompensas para quem a segue.

Fonte: O Pequeno Investidor, ADVFN

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Os sete sacramentos do investidor de longo prazo

Por Luciana Seabra | De São Paulo
Marc Hill/BloombergOs brasileiros esperam que sua poupança para a previdência dure 12 anos

Em meio à volatilidade, construir um portfólio e seguir convicto nele é quase um sacerdócio. Em missão pelas Américas em janeiro, a equipe de gestão do J.P. Morgan construiu a cartilha "Princípios para o Investimento de Longo Prazo". Sete lições formam o boletim, uma edição especial do periódico criado em outros tempos difíceis, 2004, na esteira do estouro da bolha das empresas de tecnologia.

Planeje para uma vida longa

Um casal de 65 anos pode se surpreender ao saber que a probabilidade de um dos dois viver mais 25 anos é de 47%. E as pessoas não se sentem preparadas para o futuro. Em um estudo global, o HSBC concluiu que os brasileiros esperam que sua poupança dure por somente 12 anos depois da aposentadoria. Os americanos são os que acreditam ter reserva por mais tempo, 14 anos.

Dinheiro nem sempre é rei

Os investidores frequentemente recorrem à liquidez como porto seguro durante períodos voláteis. 
Em tempo de juro baixo no mundo - o Brasil é uma exceção - ficar em produtos de curto prazo pode ser bastante negativo. Nos Estados Unidos, mais de US$ 11 trilhões, dois terços do Produto Interno Bruto, estão em investimentos que rendem quase nada.

Aproveite o poder dos dividendos e juros compostos

Um montante de US$ 10 mil investido no S&P 500, índice da bolsa americana, em 1970, virou hoje US$ 200 mil. Se os dividendos pagos foram reinvestidos, esse valor sobe para US$ 800 mil.

Evite vieses emocionais por meio de um planejamento

Um estudo da consultoria Dalbar estima que nos últimos 20 anos o investidor médio teve um retorno anualizado de 2,5%. A alocação em um portfólio com 60% em renda fixa e 40% em ações renderia no mesmo período 8,7%. Tal defasagem é atribuída em parte aos movimentos do investidor para tentar acertar momentos de mercado. Ao se mexer tanto, o investidor médio teve desempenho pior nas duas últimas décadas do que se tivesse ficado parado em petróleo, ouro ou imóveis.

Volatilidade é normal: não deixe isso atrapalhar você

O S&P 500 teve prejuízo somente em oito dos últimos 36 anos. O histórico de bom retorno, entretanto, é entremeado por muita volatilidade. Desde 1980, em 20 anos em algum momento do ano a queda da bolsa chegou a ser de dois dígitos. A queda média anual é de 14,2%. Para investidores disciplinados, períodos de queda podem ser oportunidades de compra.

Estar investido importa

O momento mais escuro vem sempre imediatamente antes do amanhecer. Para o S&P 500, seis dos dez melhores dias em termos de retorno ocorreram duas semanas depois dos dez piores dias. Quem ficou investido ao longo de todo o período entre janeiro de 1995 e dezembro de 2014 transformou US$ 10 mil em US$ 65,45 mil. Quem reagiu a momentos de estresse e perdeu os dez melhores dias ficou com bem menos, US$ 32,67 mil. Perder os 40 melhores dias em duas décadas resultou em prejuízo, com o patrimônio transformando-se em US$ 9,14 mil.

Diversificação funciona

Nos últimos 15 anos, o investidor global assistiu a desastres naturais e conflitos geopolíticos prejudicarem seu portfólio. Um mix de ações, títulos e commodities, diversificado regionalmente, rendeu 5,3% ao ano no período. O desempenho de quem ficou somente em liquidez foi de 1%.

Fonte: dusteffen

sexta-feira, 31 de março de 2017

15 verdades "dolorosas" sobre o mercado de ações

Veja algumas das frases listadas pelo site The Motley Fool sobre as ações e os profissionais do ramo
Por Gabriella D'Andréa 
|11h10 | 07-12-2012

SÃO PAULO – Muitos já conseguiram fortunas nela. Também tiveram aqueles que chegaram próximo ao inferno ao assistirem suas ações virarem pó. Dependendo da maneira como você investe, a bolsa de valores pode lhe trazer muitas alegrias, mas também pode trazer muitas preocupações e perdas. O site The Motley Fool elaborou uma lista com algumas verdades dolorosas para aqueles que estão pensando em investir na bolsa, ou para aqueles que já aplicam neste mercado.

Confira 15 frases que dizem bastante sobre os investimentos e os investidores:
Mercado acionário também tem seus aspectos negativos (Getty Images) Mercado acionário também tem seus aspectos negativos (Getty Images)

1 - “Os mercados passam por um recuo grande a cada ano, e um enorme a cada década. Se acostume com isso. É apenas o que eles fazem”

2 - “Nenhuma pessoa no mundo sabe o que o mercado fará no curto prazo. Fim da história”

3 - “O analista que fala sobre os seus erros é aquele que você deve ouvir. Evite aquele que não fala – os erros dele são maiores”

4 - “Os melhores retornos de Warren Buffett foram alcançados quando os mercados eram muito menos competitivos. É duvidoso que ninguém nunca alcançe seu recorde de 50 anos”

5 - “Quanto mais uma pessoa aparece na TV, menores são as probabilidades de suas previsões se tornarem reais”

6 - “A experiência que um gestor de recursos tem não diz tanto. Você pode ter um desempenho inferior ao mercado durante toda carreira. E muitos têm”

7 - “A maioria dos IPOs vai "queimá-lo". Pessoas com mais informação do que você vão querer vender. Pense sobre isso”

8 - “Os melhores investidores do mundo têm mais percepção em psicologia do que em finanças”

9 - “As companhias mais "chatas" – pasta de dente, comida, parafusos, por exemplo – podem ser alguns dos melhores investimentos em longo prazo. Já as mais inovadoras, podem ser as piores”

10 - “Dizer 'eu vou ser ganancioso quando os outros tiverem medo’ é muito mais fácil do que realmente fazê-lo”

11 - “Lembre-se do que Buffett diz sobre o progresso: Primeiro vem os inovadores, em seguida os imitadores e depois os idiotas”

12 - “O mercado não se importa com o quanto você pagou por uma ação. Ou pela sua casa. Ou que você pensa ser um preço ‘justo’”

13 - “O que os mercados fazem no dia-a-dia é muitas vezes resultado do acaso. Atribuir explicações para movimentos de curto prazo é como tentar explicar os números da loteria”

14 - “O abismo entre uma grande empresa e um grande investimento pode ser extraordinário”

15 - “A maioria das notícias do mercado não é só inútil, mas também prejudicial para a sua saúde financeira”

sábado, 18 de março de 2017

Alguns pontos precisam ser conhecidos, observados e, principalmente, considerados (sempre!).

1. A paciência é uma virtude e uma ferramenta essencial (diz o ditado bursátil que o mercado é o lugar onde os pacientes ganham dinheiro dos apressados).

2. O mercado movimenta-se em manadas.

3. Os movimentos bruscos (pânico) são (quase) sempre irracionais e exagerados.

4. Temos a mania de dar maior valor (observar mais) as compras (especialmentes) e as vendas realizadas recentemente.

5. A ganância sempre ronda os nossos pensamentos.

6. Temos o costume de tomar decisões baseadas em "dicas" e comentários que lemos, ao invés de procurar estudar e tentar entender no que estamos investindo.

7. Ganhos fáceis nos primeiros investimentos é a coisa mais nociva que pode acontecer a um aspirante do mercado.

8. Costumamos desprezar os riscos existentes em uma operação e, consequentemente, não procuramos usar mecanismos de proteção.

Fonte: 151954 - polycrav - 13 Out 2012, 18:10


segunda-feira, 13 de março de 2017

Por que você deveria usar a análise fundamentalista para investir em ações?

A análise fundamentalista parte de um pressuposto bastante razoável: o de que uma ação é um pedacinho de uma empresa. Na verdade, todos nós fazemos análise fundamentalista quando compramos boa parte dos bens que usufruímos em nosso dia a dia. Quando uma pessoa cuidadosa vai a uma concessionária comprar um carro, ela investiga qual a potência do motor, checa os itens de segurança, verifica os acessórios que acompanham o veículo, procura na internet informações sobre o consumo de combustível, entre tantas outras coisas. Se for realmente diligente, compara cada item com os oferecidos por outros veículos e a relação entre o preço e seus benefícios. 

Análise fundamentalista ajuda a diferenciar Ferrari de Fusca...
E por que o consumidor tem todo esse trabalho ao comprar um automóvel? Por uma simples razão: ele quer saber se o preço que está pagando pelo seu carro é justo, ou seja, se o valor do carro é superior ou inferior ao preço que está sendo comprado. Afinal, não faz sentido pagar mais do que o valor efetivo do automóvel.

Se você, quando pretende comprar um carro (ou qualquer outro bem), adota uma atitude diligente como essa, então já entendeu o espírito da análise fundamentalista. Você não compraria um fusquinha 77 por R$ 40.000, mas compraria uma Ferrari zero quilômetro por esse preço. Por quê? Porque o preço cobrado pelo fusquinha é muito alto pelo valor real dele, ao passo que o valor de uma Ferrari novinha é muito superior a R$ 40.000,00. Como você sabe disso? Porque você sabe o que normalmente se cobra por um fusquinha 77 e por uma Ferrari modelo 2012. E sabe que, tanto em um caso quanto no outro, há uma distorção absurda no preço.

Saindo da concessionária e entrando na Bolsa de Valores: a análise fundamentalista serve, essencialmente, para duas coisas: em primeiro lugar, ela ajuda a entender se uma empresa é uma Ferrari ou se ela é um fusquinha. Uma empresa "Ferrari" é confiável, tem marca forte e consolidada e dificilmente vai falir no horizonte próximo. Na verdade, uma empresa "Ferrari" tem uma situação financeira e operacional tão forte que a falência não é uma preocupação em seu horizonte. Já uma empresa "fusquinha" é o extremo oposto: ninguém sabe se ela continuará suas atividades no próximo ano. Não tem uma marca forte, normalmente está num setor de acirrada concorrência, não tem vantagem competitiva para se sobressair nele, e, muitas vezes, tem mais dívidas do que o seu patrimônio líquido. Enfim, se sabemos diferenciar uma Ferrari de um fusquinha "no olho", é preciso olhar os balanços de uma empresa para verificar a sua qualidade. 

Análise fundamentalista permite identificar o preço justo de uma empresa
Em segundo lugar, a análise fundamentalista serve para colocar uma etiqueta de preço nas ações de uma empresa. Ao comprar um carro, nós temos certa noção do preço que normalmente se cobra por determinado veículo. Vemos as propagandas, damos uma olhada no guia das revistas especializadas ou na tabela divulgada pela FIPE etc. No caso das ações, essa tarefa é relativamente mais complexa. Não há uma metodologia precisa para saber o valor adequado de uma ação, pois cada empresa tem peculiaridades. Algumas companhias têm preços altos demais, entre os motivos, porque se espera que elas tenham um crescimento espetacular ao longo dos próximos anos (são as chamadas ações de empresas de crescimento, ou growth stocks). Em outros casos, o preço pode estar baixo porque não se espera tanto crescimento assim, apesar da empresa ser considerada um bom investimento porque paga bons dividendos (é o caso do setor de energia elétrica). A análise fundamentalista ajuda a compreender as particularidades da atividade operacional de cada corporação e, a partir daí, definir um horizonte de preços em que pode ser considerado razoável o investimento em ações.

Mas a análise fundamentalista também é útil por ajudar a manter o pé no chão. Às vezes, os analistas de mercado apresentam otimismo demais com relação a determinadas empresas ou a certos momentos. Há alguns anos, vimos a euforia de todos com a descoberta do pré-sal e com a atribuição de grau de investimento ao País. As bolsas subiram bastante na época (e as ações da Petrobras também), mas os fundamentos não justificaram o movimento - tanto que, até hoje, o Ibovespa opera abaixo do seu teto histórico obtido em 2008.

Outras vezes, a análise fundamentalista ajuda a proteger o investidor contra o extremo pessimismo. Em outubro de 2008, quando o Ibovespa rondava os 30.000 pontos (depois de alcançar patamar próximo aos 74.000), o pessimismo era generalizado. Mas foi possível comprar ações como Marcopolo (POMO4) por algo em torno de R$ 2,00 (hoje está na casa dos R$ 7,00), Banrisul (BRSR6) por aproximadamente R$ 4,00 (hoje, na casa dos R$ 19,00), Ambev (AMBV4) a R$ 18,35 (preço antes do desdobramento de ações - hoje as ações estão na casa dos R$ 65,00) entre tantas outras. Quem utilizou análise fundamentalista para examinar o negócio dessas empresas enxergou naquele momento excelentes oportunidades de investimento. A análise fundamentalista é guiada por fatos, não por opiniões; o mercado pode estar otimista ou pessimista, e isso pode levar à flutuação dos preços; mas quem aplica análise fundamentalista pode, a partir dos fatos, decidir se o humor do mercado está certo ou errado, e agir de acordo com suas premissas.

A principal razão pela qual prefiro utilizar a análise fundamentalista diz respeito aos objetivos do investidor no mercado de ações. Se você é um investidor de longo prazo, a análise fundamentalista é a ideal para você. Se seus objetivos financeiros estão estipulados para daqui 20 anos e se você opta por utilizar a análise técnica, não faz qualquer diferença comprar uma ação por R$ 21 ou por R$ 22. O seu objetivo deve ser acumular capital, reinvestir dividendos para comprar mais ações e gerar, assim, uma máquina de acumular juros compostos, e não ganhar 5 ou 6% com trades curtos.

Uma última nota: os custos de uma abordagem de investimento baseada em análise fundamentalista são significativamente menores do que os de uma estratégia baseada na análise técnica. A análise técnica pressupõe que o investidor negocie muitas vezes suas ações ao longo de um período relativamente curto, conforme os sinais que são disponibilizados no gráfico. O problema é que negociar ações demais traz custos excessivos com corretagem e impostos. Uma estratégia baseada na análise fundamentalista, por sua vez, normalmente está associada a uma abordagem Buy and hold: o investidor fundamentalista não realiza muitos trades, já que seu objetivo é de longo prazo. Ele compra suas ações e as mantém em sua carteira por anos a fio, até que os preços estejam altos demais e faça sentido vendê-las ou até que os fundamentos da companhia se deteriorem. Com isso, os custos com corretagem e impostos são diluídos no longo prazo, o que pode fazer uma grande diferença com o passar dos anos.

Fonte: Pequeno Investidor

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Regras para o Sucesso

Diversos traders afirmam que o sucesso no trading depende de 80% de controle emocional e 20% de análise, seja ela fundamentalista ou técnica.

Portanto siga as regras abaixo e certamente terás bons lucros:

1) Preserve seu Patrimônio. Pensar como vou proteger o Capital.

2) Nunca esqueça da regra n°1.

3) Compre na Baixa e venda na alta.

4) Eu sou responsável pelos meus danos.

5) Aplique a regra dos 2 e 6 porc (veja o livro do Alexander Elder).

6) Recuar estope é um erro fatal, mova o estope na direção da operação.

7) A melhor hora para decidir é antes de entrar na operação.

8) Defina a meta de seu lucro.

9) Não aja a base do impulso

10) Disciplina significa desenvolver, testar e seguir seu sistema de negociações, é aprende a entrar e a sair dos mercados em sinais predeterminados.

11) Lide apena o ações de grande volume.

12) Quando em dúvida, fique de fora.

13) Nunca entre numa operação sem primeiro estabelecer a relação risco/recompensa.

14) Nunca enfrente a tendência.

15) Nunca deixe um lucro virá prejuízo.

16) Nunca encerre uma operação sem ter uma boa razão.

17) Nunca compre ou venda para fazer um lucrinho rápido.

18) Nunca saia do mercado simplesmente porque você perdeu a paciência ou entre no mercado porque você está ancioso por esperar.

19) Evite ficar entrando e saindo do mercado a toda hora.

20) Evite aumentar suas operações após um longo período de sucesso ou de operações com lucro.

21) Não adivinhe aonde é o topo do mercado. Deixe o mercado provar que é o topo. Não tente adivinhar quando o mercado fará um fundo.

22) Lembre-se, seu objetivo é operar bem, em vez de operar sempre.

23) Quando sofrer uma sequência de prejuízos, interpretar a situação como sinal de algo está errado. É hora de fazer uma pausa e repensar suas análises e métodos.

24) Os preços raramente sobem com muito vigor imediatamente depois de um declínio acentuado.

25) Os verdadeiros rompimentos são confirmados por altos volumes.

26) Quando em dúvida sobre uma tendência, recue um passo e examine os gráficos numa referência temporal mais longa do que aquela em que estiver tentando negociar.

27) Quando o mercado se desviar de sua análise, você tem que cortar suas perdas sem emoção.

28) Nunca permita que um pequeno prejuízo transforme-se numa perda catastrófica. Saia fora e volte para o mercado noutro momento.

29) Seja flexível. Lembre-se que você pode estar errado.

30) A emoção nas operações de mercado é a maior inimiga.

31) Ganância e medo são sentimentos que destroem o operador de mercado.

32) Você deve evitar riscos que o expulsem do mercado.

33) Nunca opere ou invista baseado na esperança.

34) Evite realizar pequenos lucros ou grandes perdas.

35) Aguarde as operações com mais probabilidade de lucro.

36) Não opere com dinheiro que você não pode se dar o luxo de perder.

37) Fuja do mico.

38) Não ter uma estratégia é a pior das estratégias

39) Paciência. Boas coisas acontecem para quem espera - desde que você escolha a ação certa.

40) Você deve ver as ações como pequenas parcelas de uma empresa.

41) Você deve investir seu dinheiro numa empresa que até um idiota consiga administrar, porque um dia um idiota o fará.

42) Para você ganhar dinheiro no mercado de ações, precisa comprar ações de uma ótima empresa, a um preço justo ou baixo, e conservá-las por um longo período.

43) Procure empresas excelentes para comprar e, depois de compradas, continue com elas, observando os preços das ações subirem junto com os lucros.

44) Se você investiu mal, a pior coisa do mundo é continuar pondo dinheiro nesse investimento.Embora seja doloroso sair, no fim das contas será mais vantajoso abandonar a festa e limitar os prejuízos antes que tudo esteja perdido.

45)A hora de comprar uma ação é quando todos os outros estão vendendo - não quando todos os outros estão comprando.

46) Os investimentos precisam ser racionais; se você não entende deles, não invista.

47) Seguindo os princípios do investimentos em valor, se as ações estiverem baratas, compre-as. Esqueça toda a confusão ao seu redor e tire vantagem das ações em promoção. o valor intrínseco e a margem de segurança, dão coragem e a garantia de que comprar em momentos ruins e vender em momentos bons é o caminho a ser seguido.

Veja também:
Atitude 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bovespa X Renda Fixa

O investidor brasileiro ainda não descobriu a bolsa de valores e os que se aventura, a grande maioria entram pela porta errada, pois procuram sempre ganhos rápidos e não aguentam as quedas constantes da bolsa e logo desistem desse mercado.  Mas se o investidor antes de entrar na bolsa de valores, lê-se bons livros sobre o assunto entrariam com mais sabedoria e saberia lidar com as intempéries do senhor mercado. Eu por exemplo, já passei por todas essas fases. Primeiro entrei sem nenhum conhecimento e logo procurei as ações que valia centavos, as chamadas “micos”. Ganhei algumas vezes, mas no final os prejuízos foram maiores, Depois passei a investir no mercado utilizando a análise técnica, mas esse tipo de método me deixava muito estressado, pois vivia analisando gráficos e por não ter muito tempo para me dedicar por muitas vezes perdia o timing da operação. Encontrei-me quando passei a utilizar a análise fundamentalista e passei a não ser tão ganancioso por lucros e meu objetivo que desejo alcançar atualmente é ter um rendimento acima da renda fixa. E vi que não é difícil, pois passei a ler os balanços das empresas e escolher as que têm os melhores desempenhos para investir. Depois é só comprar trimestre a trimestre para ver se a empresa segue nos trilhos e ir montando sua carteira cada os poucos e tomando cuidado de sempre diversificar e não concentrar somente em poucas ações para diminuir os risco da operação.

Vamos fazer uma comparação no período de 2011 a 2013:

2011
2012
2013
Rent Acumulada
Minha Carteira
5,70%
29,24%
5,88%
144,64%
Ibovespa
-18,11%
7,27%
-12,49%
76,87%
Renda Fixa
7,79%
5,31%
2,49%
116,34%
CDI (*)
11,52%
8,41%
2,79%
124,27%
(*) sem descontar o imposto de renda.


Podemos ver que minha  carteira foi um pouco superior que a renda fixa. A longo prazo, se você investir em boas ações a tendência é obter bons lucros.


Notícias de Ações: Notícias do Palpites Ações


sábado, 10 de novembro de 2012

10 Pontos que devem ser considerados pelo investidor

Artigo publicado pelo Anderson Lueders na Revista InvestMais do mês de agosto-2012

1) Excessiva popularidade pode ser prejudicial ao seu bolso
O investidor que acompanha os negócios na Bovespa já deve ter observado como alguns papéis têm uma imensa popularidade. São companhias com as mais variadas características, desde micos em estado pré-falimentar a blue chips. A popularidade acaba atraindo uma legião de pessoas nem sempre capacitada para avaliar se as ações em voga estão baratas. No entanto, é imprescindível saber que muitas vezes a popularidade de algumas companhias é inversamente proporcional aos seus fundamentos ou ao tamanho real da oportunidade. Saber analisar o que efetivamente é uma oportunidade é a melhor maneira de não fazer péssimos investimentos.

2) Observe o ROE.
O retorno sobre o patrimônio líquido é um excelente indicador de eficiência de uma companhia. Para calculá-lo, basta dividir o lucro líquido do período de 12 meses pelo patrimônio líquido. Empresas com alto retorno são as melhores. Aquelas que conseguem uma rentabilidade inferior ao da taxa SELIC devem ser evitadas, salvo se o preço é irrisório ou se há evidências de que o momento ruim da empresa ficará no passado. Toda vez que uma companhia retém lucro e tem um retorno patrimonial abaixo das taxas de menor risco no mercado, o investidor estará perdendo dinheiro, pois se aquele resultado fosse distribuído, ele mesmo conseguiria um retorno melhor numa simples aplicação financeira.

3) Cuidado com dívida líquida crescente.
Diversas companhias costumam apresentar dívida líquida crescente, sem que esteja acontecendo investimentos em capacidade produtiva ou em capital de giro. O grande temor se dá quando, apesar de existir bons lucros no balanço, a dívida líquida permanece aumentando. É um sinal de perigo decorrente da possibilidade de despesas estarem sendo contabilizadas como ativo. É deste expediente, inclusive, que se utilizaram companhias no exterior em alguns escândalos contábeis. A empresa com atividades normais, boa lucratividade, com redução da dívida líquida e o pagamento de bons dividendos dificilmente será palco deste tipo de dor de cabeça para o investidor.

4) Lucros não recorrentes devem ser considerados com lupa.
Muitas companhias ficam atraentes nos indicadores fundamentalistas em virtude de ganhos que não se repetirão no futuro. Os lucros que decorrem das atividades operacionais habituais são aqueles que estarão presentes nos anos seguintes, salvo mudanças concorrenciais ou macroeconômicas muito fortes. Já os resultados que advém de fatores não recorrentes, como a venda de ativos, ganhos de causas judiciais, entre outros, provavelmente não estarão de novo no balanço e, com isso, os indicadores de outrora atrativos, de um trimestre para outro, podem deixar de ser.

5) Observe o que se passa na macroeconomia.
Em determinados momentos, empresas de um setor inteiro vão bem e, na sequência, passam a enfrentar sérios problemas. É bom que o investidor saiba que nem sempre isto se deve a uma questão interna de uma companhia, e sim faz parte de uma conjuntura mais ampla. A situação das siderúrgicas ilustra muito bem este fator. Quando a China importava aço do mundo inteiro, o preço do produto estava nas alturas e as margens eram muito relevantes. De repente, a capacidade produtiva do país asiático ficou maior que o seu próprio consumo e, de importadora, passou a inundar o mercado mundial com o aço. Os preços despencaram enquanto os custos de produção permaneciam se elevando, inclusive no Brasil. Quem percebe isto antes pode evitar a realização de investimento em ativos de companhias que deixaram de ser atrativos em virtude de um novo momento macroeconômico.

6) Excesso de confiança costuma ser prejudicial.
Alguns investidores acabam estudando uma companhia e passam a acreditar tanto numa tese, que perdem a capacidade crítica de perceber quando as coisas começam a dar errado, e afundam junto das suas decisões. Ninguém é infalível e montar um método para evitar que um erro possa lhe arruinar as finanças é essencial. Investidores que acreditaram em algumas empresas nos IPO’s, inclusive de companhias pré-operacionais, pagam atualmente caro por terem se concentrado em ativos com total ausência de histórico de resultados. O fato é que a maior parte dos projetos acaba se tornando mais caro do que o previsto e/ou com prazo de execução bem superior ao planejado, fazendo com que os retornos financeiros não se concretizem como estava no papel, que tudo aceita.

7) Foque nas premissas corretas
Há muitas formas de se estabelecer o que seria o “preço justo” de um ativo. Existem cálculos com inúmeras variáveis que são realizados por investidores com grande conhecimento em ciências exatas. No entanto, não é a capacidade de realizar os cálculos complexos que determinam o sucesso de um investidor. Se assim fosse, uma legião de físicos quânticos estaria multimilionária e o grande trunfo do investidor seriam computadores de última geração. Mas, não é! O que determina os acertos no mercado acionário é a capacidade de estabelecer as premissas adequadas para os seus investimentos. Ou seja, saber definir quais são os mercados que vão se expandir mais do que a previsão dos demais agentes, bem como quais as companhias que saberão melhor tirar proveito da situação.

8) Tenha a capacidade de fazer o contrário da massa.
O investimento em renda variável, para muitos, costuma ser bastante emocional e uma das formas que as pessoas encontram para enfrentar o grande mar de incertezas é se unindo e investindo em ativos conforme o consenso do mercado. É por isso que algumas empresas alcançam preços estratosféricos e outras chegam a preços parecidos com companhias que atingem o estado pré-falimentar. É neste momento que se deve ter coragem de ir contra a correnteza e selecionar os ativos desprezados ou então vender aqueles que estão na euforia de momento. Exemplos clássicos recentes: uma das empresas que mais rentabilizou recentemente foi a Cielo, depois de toda a tempestade que se formou após a abertura da concorrência, momento em que o pessimismo imperou com suas mais trágicas previsões; No lado contrário, basta pensar na febre que são alguns lançamentos de ações de companhias que saíram tão caras no lançamento que nunca mais atingiram estes preços.

9) Não tenha medo do lucro
Um dos erros mais comuns dos investidores é se contentar com uma alta modesta quando sua escolha de ações é correta e permanecer com aquelas que estão caindo apenas para não “realizarem o prejuízo”, como se os preços por si só fossem suficientes para justificar as decisões de compra e de venda. Muitas vezes a retomada da alta das ações pode ser apenas o início de um longo período de subida que costuma ocorrer quando a cotação de empresas em que imperavam o pessimismo passa aos poucos a refletir um pouco de otimismo, e até mesmo o excesso dele. O lucro inicial decorrente da valorização acionária parece queimar as mãos de alguns investidores que sentem uma necessidade insaciável de logo se desfazer do ativo. São estes investidores também que tem uma enorme capacidade de manter algumas ações por longos períodos apenas porque elas se desvalorizaram. Os maiores vencedores no mercado acionário se concentram nos grandes acertos e sabem aproveitar bem as altas decorrentes das boas decisões. Eles não têm medo de lucrar o quanto for necessário.

10) Não basta ser bom, tem que estar barato
O investidor deve fazer o dever de casa: analisar bem a alternativa escolhida, observar como é o histórico de resultados, quais são as margens e as perspectivas futuras. É importante visualizar ainda se o cenário que permitiu bons resultados vai permanecer. Todo este cuidado, no entanto, não basta se você encontrar uma empresa que já embute no preço toda a sua competência e anos a frente de bons resultados. O que impulsiona as cotações no longo prazo de uma companhia é a diferença entre as expectativas já precificadas e aquelas que de fato ocorrem. É neste campo que deve se concentrar a escolha dos melhores investimentos. Ou seja, encontrar uma boa companhia, com um bom preço, o que permitirá a colheita de bons lucros futuros, a medida que o mercado perceba o que você visualizou antes.

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