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sábado, 1 de dezembro de 2007

EBITDA - Virtudes e defeitos

Carlos Alberto Zaffani

Nos últimos anos, um indicador financeiro passou a ser amplamente utilizado pelas empresas de capital aberto e pelos analistas de mercado como a principal e as vezes única avaliação de desempenho e/ou do valor das companhias: o EBITDA. Além disso, o final da década e início do novo milênio foi marcado por inúmeras negociações de empresas que também tiveram como único parâmetro o EBITDA.

De outro lado, como ocorre freqüentemente, o “modismo” disseminou-se rapidamente e muitas empresas, dos mais variados portes e segmentos em nosso país também passaram a considerar o EBITDA como uma importante ferramenta de avaliação de performance operacional. Mas, afinal de contas, o que é o EBITDA ? Ele é ou não uma boa ferramenta de avaliação ? O EBITDA mede, realmente, o fluxo de caixa ? Por que empresas com ações negociadas nas bolsas de valores fazem questão de apresentar o resultado do EBITDA ?

Essas e outras questões têm sido objeto de acaloradas discussões nos meios acadêmicos e financeiros e ao apresentar este texto, não tenho a pretensão de ser o juiz da questão nem esgotar o assunto, mas apenas apresentá-lo para aqueles que não o conhecem, aprofundar a reflexão para aqueles que já o conhecem razoavelmente e trazer à tona, uma série de pontos que podem estar sendo desapercebidos por empresas que o adotaram sem ressalvas.

O que é o EBITDA ?

A sigla EBITDA corresponde ao “Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization”. Em português, significa “Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização”, também conhecido como LAJIDA. Muito embora, o EBITDA também seja chamado ou apresentado como “Fluxo de Caixa Operacional (Operational Cash Flow)” o mesmo leva em conta apenas o desempenho operacional da empresa e não reflete o impacto no resultado, dos itens extraordinários, das despesas com investimentos e das mudanças havidas no capital de giro.

Uma pouco de história...

O EBITDA tornou-se conhecido e ganhou notoriedade no mercado norte americano na década de 70. Nessa época, o EBITDA era utilizado pelos analistas como uma medida temporária para avaliar o tempo que seria necessário para que uma empresa, com grande volume de investimento em infra-estrutura, viesse a prosperar sob uma perspectiva de longo prazo. Ao excluir os juros dos recursos financiados e somando-se a depreciação dos ativos, os investidores conseguiam projetar uma medida de performance futura da empresa, considerando apenas a atividade operacional.

Ocorre, porém, que com o passar dos anos, o EBITDA foi se tornando cada vez mais popular, chegando a ser comparado por muitos, como uma aproximação do Fluxo de Caixa e passando a funcionar como um “amortecedor” (quando mal utilizado) em relação ao julgamento do mercado quanto ao efetivo “lucro líquido” da empresa.

Como o EBITDA é apurado ?

O cálculo do EBITDA é muito simples: ao Lucro Operacional Líquido antes dos impostos adicionam-se os juros, depreciação e amortização.

Argumentos dos defensores do EBITDA:

Os defensores da aplicação do EBITDA sustentam, entre outros, os seguintes argumentos:

· Pode ser utilizado na análise da lucratividade entre as empresas;
· Por eliminar os efeitos dos financiamentos e decisões contábeis, sua utilização pode fornecer uma comparação relativamente boa para o analista pois mede a produtividade e a eficiência do negócio;
· O EBITDA como percentual de vendas pode ser utilizado para identificar empresas que sejam as mais eficientes operadoras dentro de um determinado segmento de mercado;
· O EBITDA pode ser utilizado para comparar a tendência de lucratividade nas indústrias pesadas (ex: siderurgia e automobilística) até as de alta tecnologia porque remove da análise, o impacto dos financiamentos de grandes inversões de capital;
· A variação percentual do EBITDA de um ano em relação a outro mostra aos investidores se uma empresa conseguiu ser mais eficiente ou aumentar sua produtividade;
· O EBITDA é uma excelente ferramenta de medição para organizações que apresentem uma utilização intensiva dos equipamentos (mínimo de vinte anos).

Críticas à utilização exclusiva do EBITDA:

Embora reconhecendo a validade relativa da utilização do EBITDA, os críticos apresentam os seguintes argumentos:

· É muito comum que empresas contratem financiamentos e empréstimos para alavancar suas operações. Assim, é mais comum as empresas apresentarem despesas financeiras superiores às receitas financeiras. Outrossim, como também é comum as empresas apresentarem Imposto de Renda e Contribuições sobre seus lucros operacionais, é fácil presumir-se que o EBITDA seja superior ao lucro líquido, sendo que, em muitos casos, o EBITDA é positivo muito embora a linha final da demonstração de resultados apresente prejuízo líquido;
· O EBITDA não considera as mudanças no capital de giro e portanto, sobrevaloriza o fluxo de caixa em períodos de crescimento do capital de giro;
· O EBITDA pode dar uma falsa idéia sobre a efetiva liquidez da empresa;
· O EBITDA não considera o montante de reinvestimento requerido, especialmente nas empresas que apresentam ativos operacionais de vida curta (três a cinco anos);
· O EBITDA nada apresenta sobre a qualidade dos lucros;
· Ele ignora as distinções existentes na qualidade dos fluxos de caixa originados de diferentes práticas contábeis (nem todas as receitas geram caixa!);
· O EBITDA ignora atributos específicos na análise de determinadas empresas/negócios;
· Companhias da chamada “nova economia” têm tentado convencer os investidores de que devem ser avaliadas, exclusivamente, com base no EBITDA, desconsiderando-se até a hipótese de prejuízo e com isso, têm conseguido ludibriar investidores leigos ou mal informados;
· A aparente hipótese de estar livre de manipulações caiu por terra com o escândalo da Worldcom, quando esta reconheceu US$ 7 bilhões de despesas operacionais como investimentos de capital, o que provocou profunda distorção no lucro e conseqüente aumento do EBITDA;
· Por ser de fácil apuração o EBITDA é freqüentemente utilizado como a mais importante medida de performance do resultado de muitas empresas. Entretanto, seu resultado pode dar uma falsa idéia do verdadeiro potencial de investimento de uma empresa, justamente por não refletir adequadamente, a verdadeira habilidade na geração de caixa para continuidade das operações.

Tendências para o futuro sobre a validade da utilização do EBITDA

Aparentemente e principalmente após os escândalos contábeis de grandes corporações norte americanas, a preocupação com o EBITDA vem crescendo. Especialmente nos Estados Unidos, muitas companhias que davam excessiva ênfase ao EBITDA em suas comunicações sobre os resultados voltam a focar muito mais no “lucro por ação” e dando mais atenção à outros indicadores.

Muito embora a ênfase possa vir a ser menor, parece que o EBITDA continuará sendo muito utilizado porque é um bom indicador para a avaliação da tendência dos lucros da atividade principal de uma empresa. Adicionalmente, parece que gradualmente haverá uma compreensão melhor de que, por existir diferenças significativas entre os dois, o EBITDA não é ideal em substituição ao Fluxo de Caixa Operacional e, assim, este continuará sendo a melhor forma de saber o quanto o “Caixa” de uma empresa está produzindo.

No Brasil, tenho a impressão de que ainda levará mais algum tempo e o EBITDA continuará sendo muito utilizado pelo mercado, principalmente na avaliação de empresas. Além disso, o mercado deverá continuar valorizando mais a variação percentual de crescimento ou queda do indicador em relação ao período anterior do que o valor isolado do EBITDA.

Em síntese, parece-me que o EBITDA continuará sendo um indicador relevante e importante, porém com uma melhor compreensão de suas limitações e portanto, outros indicadores tradicionais também continuarão presentes nas análises e avaliações de investimentos e performances de muitas organizações.

O que é um Gap?

Escrito por RealTrader
Um Gap é definido como o nível de preço em um gráfico de ação onde nenhum negócio ocorre.
Estes podem ocorrer em todos os níveis de tempo, mas vamos valorizar o gráfico diário.
Um Gap num gráfico diário acontece quando a ação fecha num preço, mas abre no dia seguinte em um preço diferente.
Por que isto acontece?
Acontece porque as ordens da compra ou de venda já estam colocadas antes que a abertura posterior aconteça e assim fazem com que o preço abra mais elevado ou mais baixo do que o fechamento anterior.

Tipos de Gaps
Os traders identificam os Gaps dependendo de onde ele aparece em um gráfico de ação.

Breakaway Gap - ocorre geralmente após uma consolidação ou algum outro movimento padrão nos preços. Uma ação está negociando lateralmente e então repentinamente abrirá afastada do padrão de preços anterior.

Runaway Gap - ocorre durante um avanço forte no preço e na tendência.

Exhaustion Gap - ocorre no sentido da tendência e representa o final deste movimento antes que a mudança principal na tendência de preços se instale.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O que são proventos?

Conheça a diferença entre as formas de remuneração dos acionistas.

Embora praticamente todo mundo que acompanha o mercado de ações já tenha se deparado com os conceitos: dividendos ou juros sobre o capital próprio, muitos ainda têm dúvidas em relação à diferença entre estes dois conceitos e como eles se comparam com outros proventos, como bonificação e subscrição.

Em primeiro lugar, é importante diferenciar os proventos pagos em dinheiro, como dividendos e juros sobre o capital próprio, dos proventos no qual o benefício ao acionista se dá na forma de ações, como subscrições ou bonificações.

Distribuição de parte dos lucros da empresa

Dividendos
O conceito básico por trás dos proventos em dinheiro é a distribuição de parte dos lucros obtidos por uma empresa para seus acionistas. Ao comprar uma ação, você se torna acionista e, portanto, tem direito a receber a sua parte dos lucros que a empresa gera.

Assim, quando você recebe dividendos de uma empresa, você está recebendo uma parcela do lucro, que é determinada pela legislação brasileira em pelo menos 25% dos lucros gerados pela empresa em um determinado período de tempo.

Para a empresa, os dividendos são distribuídos a partir do lucro líquido, ou seja, após o pagamento de IR, CSLL e outros impostos ou contribuições.

Com isso, os valores que são anunciados em dividendos para os acionistas já são líquidos de imposto de renda, já que a empresa efetuou o pagamento de impostos sobre estes lucros.

Juros sobre capital próprio
Outra forma de pagamento de proventos em dinheiro é através dos juros sobre o capital próprio (JCP). Para o acionista, a grande diferença é que ele tem que pagar 15% de imposto de renda na fonte, de forma que sempre é preciso ficar atento se o valor anunciado é o bruto (sem impostos) ou líquido (já descontando os impostos).

Para a empresa, muitas vezes o uso de JCP é vantajoso do ponto de vista fiscal. Desde sua criação, o pagamento de JCP permite que a empresa remunere seus acionistas até o valor da TJLP, com o valor sendo considerado como despesa financeira. Com isso, ele reduz o lucro tributável, diminuindo o IR a ser pago pela empresa.

A grande vantagem é que a empresa pagaria impostos maiores sobre o lucro, na faixa de 25%, do que os acionistas, que pagam 15% sobre os JCP.

Assim, ela pode oferecer JCP, que mesmo após o pagamento de IR, podem ser maiores do que seriam na forma de dividendos, em função da diferença nas alíquotas de tributação.

Bonificação
A bonificação não é, na grande maioria das vezes, um provento em dinheiro, mas sim em ações. Assim, representa uma distribuição gratuita de novas ações, geralmente em função de aumento de capital ou incorporação de reservas. É importante destacar que, ao contrário dos dividendos e JCP, onde existe um efetivo desembolso de dinheiro, no caso de bonificações as cotações das ações podem se ajustar.

Bonificação em ações
Distribuição de resultados da companhia mediante emissão de ações, quando de incorporação de reservas ao capital social. As ações bonificadas são entregues gratuitamente aos acionistas, na proporção da quantidade de ações possuídas. A bonificação aumenta a quantidade de ações da empresa, sem alterar o valor do patrimônio.
Exemplo: Companhia com capital de 100 e reservas de capital de 20 resolve incorporar tais reservas ao capital registrado. Para tanto, resolve aumentar o capital mediante bonificação em ações novas, gratuitas, aos acionistas. O Patrimônio Líquido, de 100 (capital) mais 20 (reservas) passa a ser de 120 (capital), ou seja, não se altera.

Bonificação em dinheiro
Distribuição aos acionistas de valor em dinheiro referente a reservas até então não incorporadas ao capital. Não confundir com dividendo.

Subscrição
A subscrição representa um direito dados aos acionistas para que eles adquiram novas ações a custo e preço determinado. A subscrição pode surgir como um benefício aos acionistas caso o preço de subscrição seja inferior ao preço de mercado, de forma que está sendo dada uma espécie de "desconto" para os acionistas.
Caso o preço seja equivalente ou superior ao de mercado, isso muitas vezes não representa uma vantagem, já que não existe condição diferenciada em relação a quem ainda não possui ações da empresa.

O que é desdobramento (split)?

Também conhecido pelo termo em inglês split, o desdobramento nada mais é do que uma divisão de uma ação em várias.

Quando uma empresa desdobra suas ações ela multiplica o total de ações em circulação, o que causa uma redução proporcional nas cotações. Além de reduzir o custo da aplicação nos papéis, a iniciativa tem o objetivo de atrair novos investidores e aumentar o volume de negócios das ações.

Exemplo: Petrobras em 2005

As ações preferenciais da estatal estavam cotadas na casa dos R$ 120,00.

Como os papéis são negociados em lote-padrão de 100 ações, o investidor que na época não detinha R$ 12 mil em mãos tinha que recorrer ao mercado fracionário, onde as taxas de corretagem e liquidez são, usualmente, menos favoráveis na comparação com o pregão normal.

Pensando principalmente no pequeno investidor, a Petrobras desdobrou na época suas ações em quatro, distribuindo, sem qualquer custo, três novas ações para cada ação detida por seus acionistas.

Note que o valor do investimento não foi alterado de forma alguma. O investidor que antes do desdobramento detinha uma ação da Petrobras que valia R$ 120, após o desdobramento passou a deter quatro ações com valor de R$ 30 cada uma.

Ou seja, o aplicador que detinha em sua carteira um lote-padrão de 100 ações da Petrobras que valia R$ 12 mil, passou a deter quatro lotes-padrão de 100 ações que valiam R$ 3 mil cada um, ou seja, os mesmos R$ 12 mil.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Estocástico

Indicador do tipo oscilador muito utilizado por operadores. Criado por George Lane em 1950. O estudo baseia-se no fato, quando o preço sobe, o valor do fechamento tende a está próximo do valor máximo alcançado. Quando o preço desce, o valor do fechamento tende a está próximo do valor mínimo alcançado.
Assim como o IFR (Índice de Força Relativa) o indicador oscila entre os intervalos de 0 e 100. O indicador controla os dois níveis, por padrão, o nível inferior tem um valor de 30 (sobre-venda “oversold”) e o nível superior tem o valor de 80 (sobre-compra “overbought”) são fixados na tabela, com ajuda dos marcadores horizontais.

O oscilador é formado por duas linhas denominadas K e D (linha de sinal), a rápida (K), bem como a lenta (D).

É calculada da seguinte forma:
K = 100*[(C – L)/(H – L)]

C = Fechamento do dia
L = preço mais baixo (mínima) nos últimos n. períodos.
H = preço mais alto (máxima) nos últimos n. períodos.

D = média móvel de K

É recomenda a utilização da fórmula em um período entre 5 e 21 dias.

Regras de Interpretações
Existem diversas maneiras de interpretar. Vamos ver algumas delas:

Alcançando as linhas de 30 e 80

Quando a cotação alcança o topo (intervalo 80), consideramos o mercado comprado e quando alcança à mínima (intervalo 30) consideramos o mercado vendido. O momento considerado favorável para entrada é quando ele está vendido e para sair, quando estiver comprado.



Mais importante do que comprar abaixo de 15 ou vender acima de 85 é não comprar acima de 80 e não vender em um valor menor do que 30. Isso porque, apesar da vontade de aproveitar o momento forte de um dos lados, as chances de reversão são bastante grandes.

Cruzamento

O cruzamento da linha K, de baixo para cima, sobre a linha D na região de sobre-venda, indica compra. O cruzamento de cima para baixo da linha K sobre a linha D na região de sobre-compra indica venda.



Divergências

As divergências ocorrem quando o preço torna uma nova alta (ou baixa), que não é confirmada por uma nova alta (ou baixa) no Estocástico.

Algumas vezes o gráfico dos preços faz um novo topo mais alto que o anterior, enquanto que o Estocástico não acompanha este movimento, ficando abaixo de seu último topo. O Estocástico está apresentando um sinal de fraqueza do mercado de alta e talvez seja uma boa oportunidade de vender. Se os preços fazem um novo fundo e o Estocástico não, poderá surgir uma oportunidade de compra.



Combine indicadores

Para operar com mais segurança é indicado o uso de mais indicadores.
Você também pode usar o Estocástico Oscilador, com os gráficos de candlesticks, linhas de tendências (LTA/LTB), Seqüência de fibonacci e com canais que nos proporcionam mais segurança.

Conexão Dinheiro

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ordem STOP: para que serve e como usar

Post admin November 14, 2007

Um cuidado básico que todo investidor deve ter refere-se à proteção do seu capital, seja ele o principal ou o lucro obtido em outras operações.


Se estou comprado em uma ação, por exemplo, a R$ 40,00 por lote, e possuo 200 lotes dela equivalendo a R$ 8.000,00, pergunto-me: quanto desse capital eu suportaria perder? Por que me faço essa pergunta? Porque ela me fornece um parâmetro de proteção. É claro que este parâmetro não precisa estar somente baseado em minha tolerância máxima de perda mas, também, na perda máxima que posso ter em minha conta, na minha experiência etc.

A ordem STOP LOSS tem como objetivo garantir que, caso eu tenha uma perda de X%, e a ação que possuo atinja um preço determinado no mercado, os lotes sejam automaticamente vendidos. Ela protege-me, portanto, de perdas de capital por eventos inesperados. Imagine a eventual ocorrência da eclosão de uma guerra, de uma catástrofe natural ou, mesmo, da falência da empresa da qual possuímos ações. São nestas situações extremas e em outras nem tanto, como aquisições, resultados negativos e venda em massa, que o STOP LOSS será útil.

É claro que, em muitas ocasiões, o preço pode voltar a subir e causar frustração ao investidor. Porém, deve-se ter em mente que a queda poderia continuar por muito tempo e a perda seria muito maior, podendo-se, inclusive e em alguns casos, perder todo o capital (falência da empresa).

O STOP GAIN, por sua vez, tem como objetivo preservar o lucro já auferido. Por exemplo: o mesmo lote adquirido por R$ 40 tem um ganho de 10% em dois meses e chega aos R$ 50. Defino então que, caso o papel volte a cotação de R$ 45, irei liquidar tal operação com R$ 5 de lucro.

Tanto o STOP GAIN quanto o STOP LOSS são ordens que serão transmitidas ao corretor para inserção no sistema de negociação da BOLSA, ou informada pelo próprio usuário em sua plataforma de operação (home-broker), quando disponível.

Limite de STOP
Se estou comprado e programo um ordem STOP LOSS, caso o preço caia, será realizada uma liquidação, também conhecida “zeração” da posição anterior. Se possuo 200 lotes, eles serão oferecidos ao preço de mercado, em uma oferta de venda. Porém, esta ordem de venda poderá ter um limite de preço, estabelecido pelo próprio investidor, para que seja executada totalmente.

Por exemplo: defino meu preço de STOP para 38 reais, sendo que minha tolerância é até R$ 37.50. Caso, no momento da ocorrência, não existam ordens a R$ 38, automaticamente o sistema irá procurar por outras ordens de compra, até o limite estabelecido.

Se estou vendido e programo um ordem STOP LOSS, caso o preço suba e atinja o preço de stop, uma recompra dos lotes vendidos será realizada. Se possuo 200 lotes vendidos, uma ordem de compra de 200 lotes será oferecida ao preço de mercado. O meu limite, novamente, irá informar até que preço aceito recomprar os lotes vendidos.O mesmo limite pode ser estipulado para uma ordem STOP GAIN.Quanto maior o limite, maior a probabilidade da ordem ser executada com sucesso.STOP MÓVEL - Em algumas plataformas é possível utilizar STOP MÓVEL. O conceito é o mesmo. Contudo, existem dois novos parâmetros:- Preço de ajuste
- Valor do ajusteO preço de ajuste define a partir de qual ponto o STOP será movido. Por exemplo: defino uma ordem STOP para o meu papel a R$ 37. Caso o papel venha a subir e atinja R$ 41 (preço de ajuste), redefino que o stop deve ser aumentado em R$ 0,30. Este incremento fixado, constitui o valor de ajuste.
Confiabilidade

Vale lembrar, porém, que nem todas as ordens STOP são executadas. Pode acontecer lentidão do sistema ou problemas de liquidez temporária, isto é, não haver ordens de compra e/ou venda suficientes para liquidação dos lotes da ordem STOP.

Sendo assim, nunca confie 100% em uma ordem STOP LOSS ou GAIN. Fique sempre atento à realização do negócio. Ela pode acontecer também, de forma parcial, por problemas de liquidez.

Consulte sua corretora para dirimir quaisquer dúvidas sobre suas ordens STOP e lembre de proteger-se, sempre que possível.

Conexão Dinheiro

Veja também:

sábado, 10 de novembro de 2007

Como comprar e vender ações

1 - Home Broker
É o sistema de negociação eletrônica que permite aos clientes operar na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), via internet. O Home Broker está conectado diretamente ao sistema de negociação da Bovespa e permite o envio de ordens de compra e venda de ações e opções com rapidez e segurança pela corretora de escolha do cliente.

Além da praticidade e da agilidade nas negociações, o Home Broker oferece vantagens como consulta a informações financeiras e de custódia, envio de ordens programadas, notícias do mercado, estudos gráficos e cotações em tempo real. Apenas corretoras de valores regulamentadas na Bovespa podem oferecer este tipo de ferramenta aos seus clientes. Clique aqui para visualizar um quadro comparativo de corretoras e seus serviços.

2 - Mesas de operações
É a ferramenta para operação em bolsa de valores, através de assessores especializados, para a realização das negociações no mercado financeiro. As mesas de operações permitem a negociação, por telefone, de ações, opções, termo, futuro, à vista e operações descobertas.

Pela mesa de operação é possível verificar ainda a abertura do mercado e consultar os índices futuro, dólar e commodities agrícola. Esta ferramenta possibilita tanto a negociação na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) quanto na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).


Veja as formas de negociação no mercado à vista:

É a compra ou venda em pregão de determinada quantidade de ações para liquidação imediata. A liquidação física, ou seja, entrega dos títulos comprados ao seu comprador, é feita três dias úteis após a operação (D+3). A liquidação financeira, pagamento ou recebimento dos recursos financeiros oriundos da compra ou venda dos papéis, é formalizada em até três dias úteis após a operação.

1 - NormalÉ a operação regular no mercado de compra e venda de ativos. Para a operação ser considerada normal, não pode ser feita em um mesmo pregão, por uma mesma corretora e por conta do mesmo investidor.

2 - Day TradeÉ uma operação no mercado à vista que permite a compra e venda de uma mesma ação, opção ou índice em um mesmo pregão, por uma mesma corretora e pelo mesmo investidor, obrigatoriamente. Este tipo de negociação se caracteriza como uma operação de arbitragem e sua liquidação financeira é realizada no terceiro dia útil após a realização do pregão (D+3), no caso de negociação com ações.

3 - After market
É o mercado de negociação fora do horário de pregão regular. Este mercado funciona pelo Home Broker nos seguintes horários: Call de abertura às 17h30, e funcionamento de 17h45 às 19h (horário normal) ou de 18h45 às 19h30 (horário de verão).

Além do horário diferenciado, o after market conta com algumas características especiais como permissão de negociações apenas no mercado à vista, limite de ordem de R$ 100.000,00 por investidor e variação máxima de 2% sobre o preço do fechamento do horário normal da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).


Aprenda sobre os tipos de ordem de compra e venda dos ativos:

1 - Ordem do tipo start
É uma ordem de compra de ações e opções enviada à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), vinculada a um preço máximo. Quando a ordem start é solicitada, o papel em questão é comprado quando o preço no mercado atingir ou ultrapassar o preço pré-determinado pelo cliente (preço start). A ordem start tem prazo de validade de 30 dias e, após este período, o investidor deve voltar a registrá-la caso ela não tenha sido executada.

Exemplo: Se um investidor deseja comprar uma ação apenas após a confirmação do rompimento de uma resistência, ele poderá determinar o valor de disparo da ordem e o preço limite a ser pago pela ação. Suponha que uma ação esteja sendo negociada a R$ 20,00, sua resistência é R$ 21,50 e o investidor queira comprar a ação apenas se conseguir o negócio acima dessa resistência. Neste caso, poderá ser colocada uma ordem com o preço de start a R$ 21,51 e o preço limite a R$ 21,60.

2 - Ordem do tipo Stop
É uma ordem de venda de ações ou opções enviada à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cujos critérios de validação são previamente estabelecidos pelo cliente. A ordem stop tem prazo de validade de 30 dias e, após este período, o investidor deve voltar a registrá-la caso ela não tenha sido executada.

A ordem do tipo stop pode ser usada como proteção para o investidor, já que a ordem de venda é enviada à Bovespa quando o preço da ação ficar abaixo do limite determinado pelo investidor.

Exemplo: Se um investidor comprar uma ação a R$ 2,00 e quiser limitar sua perda a 10%, ele pode determinar uma ordem stop limitada a R$ 1,80. Quando o preço do último negócio for igual ou menor a R$ 1,81 (preço stop), será disparada uma ordem de venda limitada a R$ 1,80 (preço limite).

Este mecanismo permite ainda que o preço de disparo seja diferente do preço limite de execução. O investidor pode estabelecer o preço de disparo da ordem em R$ 1,80 (preço stop), mas com execução limitada a R$ 1,70 (preço limite). Vale lembrar que mesmo que a ordem esteja limitada a uma venda de até R$ 1,70 o preço de execução poderá ser superior caso haja um comprador a preço melhor no momento da execução.

3 - Ordem Stop Simultâneo
É uma ordem de venda enviada à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cujo disparo é definido por dois parâmetros diferentes. Neste caso, a ordem pode "stopar" um prejuízo ou "stopar" um lucro, válida por 30 dias.

Exemplo: Um investidor que tenha comprado uma ação a R$ 20,00 pode limitar seu prejuízo a R$ 19,00 por ativo e seu lucro a R$ 22,00 por papel. Neste caso, ele colocará a ordem de stop simultâneo com estes dois preços limites para disparo da ordem. Ao ser atingido um dos dois parâmetros, a ordem segue apenas uma vez para a Bovespa. Ou seja, mesmo que o segundo parâmetro venha a ser atingido futuramente, este não será realizado, visto que a ordem já terá sido executada de acordo com o primeiro parâmetro.

4 - Ordem do tipo Stop Móvel
É uma ordem que acompanha uma possível alta do mercado ajustando o preço limite para cima e o preço stop conforme determinação do cliente. Esta ordem, muito utilizada em mercados mais desenvolvidos, também é chamada de Trailling Stop (stop de pico).

Ao enviar a ordem stop móvel, o cliente deve preencher quatro campos de preço: stop, limite, início móvel (preço "gatilho", sempre acima do mercado, que iniciará o processo de mobilidade dos preços stop e limite) e ajuste inicial (acréscimo sobre o valor dos preços limite e stop quando o início móvel for atingido)

No envio da ordem pelo Home Broker, os valores stop e limite serão corrigidos pelo valor financeiro, e não por percentual (usados em outros mercado).

Exemplo: Um investidor envia uma ordem stop móvel para o papel PETR4, cuja cotação hipotética está em R$ 100,00. O preço stop será registrado em R$ 95,00 e o limite, em R$ 94,00. Caso o preço caia para R$ 95,00, o sistema enviará ordem a 94,00.

Caso o cliente deseja que o preço stop suba caso PETR4 tenha alta, por exemplo, atinja o valor de R$ 105,00, ele precisa definir que stop seja ajustado para R$ 98,00 (acréscimo de R$ 3,00). Neste caso o início móvel passará a ser R$ 105,00. O limite após ajuste também será acrescido de R$ 3,00, passando para R$ 97,00.

Vale ressaltar que, assim que o início do móvel for atingido, os valores stop e limite se ajustarão a cada variação (centavos) caso a alta da PETR4 persista. Ou seja, se após o início do móvel a PETR4 suba mais e atinja a cotação de R$ 107,53, o preço stop subirá na mesma proporção, indo para R$ 100,53 (R$ 98,00 + R$ 2,53). Neste caso, o o preço limite vai pra R$ 99,53 (R$ 97,00 + R$ 2,53). É importante lembrar que o preço stop nunca se move para baixo, ou seja, se PETR4 voltar a cair a ordem será enviada a R$ 99,53, assim que o preço atingir R$ 100,53.

5 - Ordem limitada
É um tipo de ordem que, obrigatoriamente, terá um preço máximo de compra e um preço mínimo de venda. As ordens inseridas pelo Home Broker são sempre do tipo limitada, por exigência da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Lembramos que uma operação pode ser executada a um preço mais favorável, caso a contraparte tenha inserido uma ordem a um preço superior ao determinado como limite para a venda, ou a um preço inferior no caso da compra.

6 - Ordem administrada
É um tipo de ordem que especifica somente a quantidade e as características dos ativos ou direitos a serem comprados ou vendidos, ficando a execução a critério daCorretora.

7 - Ordem casada
É uma ordem vinculada à execução de uma outra ordem do mesmo cliente, ou seja, só será realizada caso a ordem casada também seja. Pode ter ou não limite de preço.

8 - Ordem discricionária
É uma ordem feita por um administrador de carteira de títulos e valores mobiliários, ou por representante de mais de um cliente, que estabelece as condições em que a ordem deve ser executada. Após a execução, o administrador indicará os nomes dos clientes que deverão receber a quantidade de ativos diretos oriundos da operação e o respectivo preço.

9 - Ordem de financiamento (Compra à vista e Venda Opção)
É um tipo constituída por uma ordem de compra de um ativo no mercado da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), e outra de venda de opção do mesmo ativo. As ordens podem ser executadas no mesmo ou em outro pregão.

10 - Ordem a mercadoÉ uma ordem que especifica somente a quantidade e as características dos ativos e direitos a serem comprados ou vendidos. Deve ser executada a partir do momento em que for recebida pela corretora.

11 - Ordem Monitorada
É um tipo de ordem em que o cliente, em tempo real, decide e determina à corretora as condições de execução.

Atenção:

1 - Os preços dos ativos se alteram com o pagamento de proventos (dividendos, bonificações, splits e grupamentos) e podem provocar o disparo de uma ordem stop ou start. A responsabilidade pelo monitoramento da ordem é de exclusiva responsabilidade do investidor. O guiadeinvestimento recomenda que o investidor acompanhe, diariamente, o comportamento do seu ativo para que uma ordem stop ou start não seja disparada em uma nova situação de mercado.

2 - Uma ordem stop só será disparada caso a posição de ações esteja disponível no momento do disparo. Uma ordem start só será disparada caso o investidor possua limite financeiro disponível para compra.

3 - O registro de uma ordem start ou stop limitada não garante sua execução. A execução das ordens depende das regras operacionais determinadas pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

O que é um formador de mercado?

Um formador de mercado é uma instituição contratada pela empresa para ampliar sua liquidez em bolsa através da colocação permanente de ofertas firmes de compra e de venda.

Suponhamos que as ações da ABC Eletrônica tenham poucos negócios. Isso afasta investidores que temam não conseguir sair de seu investimento no momento que desejarem (pelo menos não sem vender sua participação com relativo desconto).

Se a ABC Eletrônica contrata um formador de mercado, este ficará colocando ofertas de compra e venda das respectivas ações de forma a garantir que a qualquer momento haja um mínimo de ofertas de compra e venda destes papéis, tornando a empresa mais atrativa do ponto de vista de liquidez.

sábado, 3 de novembro de 2007

Escolha de Ações

Um dos maiores desafios de se investir em ações reside na escolha de quais papéis comprar. A tentativa de prever o desempenho futuro de cada papel, baseado no comportamento passado e presente tem sido tema de inúmeros livros, e motivo de discussão acalorada entre os participantes do Mercado.
À medida que o Mercado foi se desenvolvendo e novas ferramentas tecnológicas se tornando disponíveis ao público, duas linhas distintas de análise se desenvolveram: a Análise Fundamentalista e a Análise Técnica.
A Análise Fundamentalista visa avaliar uma empresa, levando em consideração suas informações contábeis e financeiras (tais como lucro, endividamento, taxas de crescimento, investimentos, etc.) e seus múltiplos (relações econômicas que tornam possível comparar empresas de ramos distintos), dados sobre seu ramo de atuação (como o market-share da empresa, desempenho do setor, etc.), além de dados macroeconômicos (tais como políticas monetárias, legislação, etc.) e outras informações que poderão influenciar os preços das ações.
Uma das principais ferramentas que a Análise Fundamentalista utiliza é o método do Fluxo de Caixa Descontado, que diz que o valor de uma empresa é o valor presente da soma dos fluxos de caixa futuros dessa empresa, trazidos ao presente a uma certa taxa de desconto. Desta forma, o preço de uma ação deve ser o valor da empresa dividido pelo número total de ações existentes. Portanto, quanto melhor for a estimativa dos fluxos de caixa futuros e da taxa de desconto, melhor será a estimativa do preço da ação dessa empresa.
A Análise Fundamentalista tenta medir a situação atual da empresa e as suas expectativas futuras, o que inclui fatores difíceis de quantificar como a evolução de seu market-share e desempenho em relação às demais participantes de seu setor econômico. Além disso, se propõe a avaliar as perspectivas macroeconômicas e do setor de atuação da empresa como um todo. Finalmente, considera como os gestores da empresa se comportam, em termos degeração de lucros, que se traduz em criação valor para o acionista, que é o que faz com que a empresa adquira valor ao longo do tempo.
Por exemplo, não só interessa o desempenho isolado de uma dada siderúrgica, mas também o rumo que o setor siderúrgico tomará no futuro. As decisões estratégicas da empresa, como as de investimentos, de distribuição de lucros e de expansão a novos mercados influenciam diretamente o valor percebido da empresa. A situação econômica, a variação do preço e disponibilidade de insumos, inovações tecnológicas, novos concorrentes, taxação ao produto exportado, enfim, diversos fatores externos à empresa também irão determinar se a siderúrgica em questão terá lucros maiores ou menores nos próximos anos.
A Análise Fundamentalista considera que o Mercado de Capitais não é eficiente em termos de informação, e portanto, pressupõe que os preços das ações não refletem instantaneamente todas as informações relevantes sobre as empresas, sobre seu setor e sobre a economia como um todo.
Uma das formas de se fazer a avaliação de uma empresa é através do Valuation, que projeta os lucros e o Balanço e Demonstrativos de Resultados para o futuro, permitindo que se determine indutivamente os fluxos de caixa futuros, considerando que haverá um período de crescimento mais acelerado, seguido por períodos de maturidade, que levarão ao cálculo da perpetuidade. Este estudo exige muito trabalho e conhecimento do mercado por parte do analista, que precisa estar muito bem informado sobre a empresa e o setor em que ela atua, além das variáveis que influenciam a atuação em seu mercado. Assim, a determinação do valor da empresa, e do ‘preço justo’ de sua ação, depende muito das variáveis embutidas no processo, e do nível de informação do analista que realiza a análise. Por este motivo, os analistas fundamentalistas tendem a se especializar em poucos setores da economia, cobrindo apenas um pequeno grupo de ações, devido às particularidades das empresas de cada setor.
A Análise Fundamentalista também faz uso de múltiplos, que tornam possível comparar empresas diferentes ao utilizar índices que ponderam o desempenho de cada uma.
Alguns dos múltiplos mais utilizados são:
- Preço / Lucro  (P/L)
- Preço / Valor Patrimonial por Ação  (P/VPA)
- Dividendos / Preço  (Dividend Yield)
- (EBIT – Impostos – Juros) / Patrimônio Líquido  (Return On Equity ou ROE)
- (Lucro Operacional Próprio + Depreciação) / Vendas Líquidas  (Margem EBITDA)
- Dívida Líquida / (Dívida Líquida + Patrimônio Líquido)  (Mix Dívida Líquida/Capital)
A comparação entre esses múltiplos funciona como variáveis de decisão para a escolha de uma ação. O que é importante notar é que muitas empresas e corretoras calculam estes múltiplos de forma diferente – enquanto algumas apresentam os múltiplos referentes ao último balanço, outras apresentam projeções para os múltiplos no futuro, geralmente para o final do ano ou para os próximos 12 meses. Não se pode comparar múltiplos referentes a períodos diferentes, mas avaliar a evolução dos múltiplos de uma empresa ao longo do tempo e entender os motivos que levaram esses múltiplos a variar auxiliam muito na hora de decidir em que empresa investir.
É interessante rever as projeções feitas nos relatórios depois de um certo período, para comprovar se as projeções realmente vieram a se realizar, e se a opinião emitida de fato tinha fundamento. Muitas vezes, os preços-alvo são influenciados pelo otimismo do analista, que considera que muitas das situações econômicas sejam favoráveis à empresa.
Para fazer uma boa Análise Fundamentalista de uma empresa, é necessário buscar respostas para perguntas como:
- Meu conhecimento sobre a empresa e seus produtos é suficientemente profundo para que eu saiba diferenciá-los da concorrência?
- Qual o diferencial competitivo da empresa e de seus principais competidores?
- A empresa possui vantagens competitivas sustentáveis? Como isso é feito?
- Quais são as inovações tecnológicas nesse setor, e
como a empresa em questão se posiciona em relação a isso?
- Quais são os fatores que influenciam os custos de produção e insumos utilizados pela empresa?
- Quais são as variáveis que influenciam a demanda pelos produtos e serviços que a empresa comercializa?
- Por que devo escolher esta empresa para investir?
Este tipo de análise é melhor utilizado na identificação de empresas para investimento no longo prazo, devido ao fato que os resultados das análises feitas demorarem um certo período de tempo para se concretizarem.
A Análise Técnica ou Gráfica se baseia no princípio que os preços das ações sempre seguem tendências e padrões persistentes ao longo do tempo. Desta forma, os preços e volumes históricos de uma ação influenciam seu comportamento futuro e, uma vez determinada a tendência (de alta ou de baixa), é possível definir os melhores momentos para comprá-la ou vendê-la.
A Análise Técnica utiliza padrões gráficos, que já ocorreram inúmeras vezes em outras épocas e com outras ações, tendo desenlaces semelhantes e conhecidos, e que confirmam a validade de cada padrão. Muitos destes padrões vêm acompanhados de projeções futuras para os preços, que consideram o período de tempo e a amplitude de preços envolvidos na formação do padrão gráfico. Outra ferramenta muito utilizada em Análise Técnica são as médias móveis, que são utilizadas em diversos horizontes, indicando tendências de curto, médio e longo prazo. A maioria dos indicadores técnicos utiliza não só uma combinação de médias móveis para seu cálculo, mas também a amplitude de variação de preços no período e o volume negociado. A análise do volume negociado também é muito importante, já que a maioria das mudanças de tendência (de alta para baixa, por exemplo) só ocorre quando há um grande volume de negócios, confirmando a expectativa do Mercado como um todo. As retrações e expansões de Fibonacci são muito utilizadas para determinar zonas de suporte e de resistência nos gráficos.
Este é o estudo do comportamento das massas.
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A Análise Técnica considera que a informação no Mercado é eficiente: todas as informações disponíveis já estão refletidas no preço da ação, e qualquer novo acontecimento é imediatamente absorvido pelo Mercado. O gráfico contém todas as informações para a tomada de decisão de investimentos. Por esse motivo, os grafistas mais puristas não lêem jornais e não prestam atenção às notícias.
A Análise Técnica não leva em consideração os fundamentos da empresa, como seu desempenho financeiro, taxa de endividamento ou lucros futuros. Seu foco está no comportamento dos preços da ação e no desdobramento dos padrões que se formam. Os analistas técnicos não estão interessados nos motivos que fizeram com que a ação se valorizasse, o que realmente importa é o efeito sobre os preços, e isso é tudo que importa nas análises.
A Análise Técnica não se resume apenas à leitura de gráficos, pois é possível elaborar planilhas eletrônicas, que utilizam apenas números e
equações, para fazer análises de ações. Várias pessoas se dedicaram ao desenvolvimento de indicadores e métodos numéricos para análise de gráficos, como Welles-Wilder, Murphy e Gann. Outras pessoas se especializaram no estudo das barras de preços (candles) em si, como Stephen Nison e Gregory Morris. Todos estes publicaram livros que rapidamente se tornaram best-sellers, e os elevaram à categoria de gurus, permitindo que eles façam palestras internacionais e ganhem um dinheirão com isso.
Alguns dos indicadores mais utilizados são:
- Médias móveis e derivações, como o Didi Index, desenvolvido pelo grande grafista Odir Aguiar
- Índice de Força Relativa (IFR)
- Estocástico
- Convergência-Divergência da Média Móvel (MACD)
- On Balance Volume (OBV)
- Parabolic Stop-And-Reverse (Parabolic SAR)
- Movimento Direcional (ADX)
- Triple Exponential Moving Average (TRIX)

Em resumo
A Análise Fundamentalista utiliza dados disponíveis no Balanço e no Demonstrativo de Resultados, aplicados a cenários macroeconômicos e perspectivas de evolução setorial, para determinar quais as empresas em que vale a pena investir. Esta análise é muito elaborada, trabalhosa e a qualidade dos seus resultados depende bastante do conhecimento de quem a realiza. Em muitos casos, a efetiva concretização das projeções depende muito da ocorrência de certos eventos e desdobramentos políticos e econômicos. Por isso, é mais indicada para investimento de longo prazo.
A Análise Técnica utiliza cálculos estatísticos aliados a gráficos de preços, para identificar padrões de comportamento que se repetem ao longo do tempo, e assim, tentam prever os movimentos daquela ação no futuro. Dada a velocidade e freqüência com que ocorrem estas formações, este tipo de estudo é mais indicado para curto prazo.
Apesar dos defensores de cada escola estarem em constante oposição, criticando mutuamente suas análises e seu modus operandi, percebemos que há uma superposição entre as duas: muitas pessoas utilizam o estudo fundamentalista para identificar oportunidades de investimentos (qual ação comprar), e o estudo técnico/grafista para definir os momentos de entrada e saída (o timing da operação). Este procedimento híbrido visa aproveitar o que há de melhor em cada tipo de análise, minimizando os efeitos subjetivos de cada uma.

sábado, 27 de outubro de 2007

Para iniciantes

O que é uma Companhia Aberta?

Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão.
São considerados valores mobiliários: ações, bônus de subscrição, debêntures, partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública.

Ações: títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa.

Bônus de subscrição: títulos nominativos negociáveis que conferem ao seu proprietário o direito de subscrever ações do capital social da companhia emissora, nas condições previamente definidas.

Debêntures: títulos nominativos negociáveis representativos de dívida de médio/longo prazos contraída pela companhia perante o credor, neste caso chamado debenturista.

Outros títulos menos usuais: partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública com ampla divulgação.

As operações de abertura de capital precisam ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão fiscalizador do mercado de capitais brasileiro, o qual também registra e autoriza a emissão dos valores mobiliários para distribuição pública. As companhias abertas devem atender a diversos requisitos, definidos na Lei das S.As. e nas regulamentações da CVM, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações e demonstrações financeiras divulgadas. O mercado considera que a plena abertura de capital ocorre quando há o lançamento de ações ao público, em função das transformações impostas à empresa e pelo incremento no volume de negócios com seus títulos.

O que são Ações?
Ações são títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa. Ação é um pedacinho de uma empresa.
Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela.

Quais são os tipos de ação?
As ações podem ser:
• ordinárias, que concedem àqueles que as possuem o poder de voto nas assembléias deliberativas da companhia; ou
• preferenciais, que oferecem preferência na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia, não concedendo o direito de voto, ou restringindo-o.
As ações, ordinárias ou preferenciais, são sempre nominativas, originando-se do fato a notação ON ou PN depois do nome da empresa.

Podem ainda adotar duas formas:
• nominativas registradas, quando há um registro de controle de propriedade feito pela empresa ou por terceiros, podendo ou não haver emissão de certificado; ou
• escriturais nominativas, quando há a designação de uma instituição financeira credenciada pela CVM, que atua como fiel depositária dos títulos, administrando-os via conta corrente de ações.
As ações também podem ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma outra letra que apareça após o "ON" ou o "PN". As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa, portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações.

O que são dividendos?
Os dividendos correspondem à parcela de lucro líquido distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detida, ao fim de cada exercício social. A companhia deve distribuir, no mínimo, 25% de seu lucro líquido ajustado.

Quando uma empresa vai bem, ela divide os lucros com quem tem suas ações.
Isso são dividendos.

E bonificações?
As bonificações correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro.

Como funcionam as subscrições de novas ações?

Os acionistas têm ainda preferência na compra de novas ações emitidas ou direito de preferência na subscrição. Além de garantir a possibilidade de manter a mesma participação no capital total, esse direito pode significar ganho adicional, dependendo das condições do lançamento. Por fim, se não exercido, o direito pode ser vendido a terceiros.

Os Mercados Primário e Secundário

Você sempre ouve falar em Mercado Primário e Secundário. O que significa?
O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recursos à companhia.

Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, que compreende mercados de balcão, organizados ou não, e bolsas de valores. Operações como a colocação inicial, junto ao público, de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital, exigindo registro na CVM. Apesar da semelhança com o mercado primário, os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia), determinando, portanto, uma distribuição no Mercado Secundário.

O que são Bolsas de Valores?

São os mais importantes centros de negociação das ações, devido ao expressivo volume e maior transparência das operações.
Organizadas como associações civis, sem fins lucrativos e com funções de interesse público, as bolsas atuam como auxiliares da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na fiscalização do mercado, em especial de seus membros, as Sociedades Corretoras, e têm ampla autonomia na sua esfera de responsabilidade.
Bolsa de Valores é o local onde se compram e se vendem as ações das companhias.
A BOVESPA, com seus mais de 110 anos de experiência, tradição e competência, vem, ao longo desses anos, procurando desenvolver o mercado de capitais.

As Clearings - Entidades de Prestação de Serviços de Liquidação e Custódia

São empresas que se dedicam a gerenciar sistemas e garantias para a liquidação das operações realizadas em bolsa e para a custódia (guarda e administração dos valores mobiliários negociados em bolsa).
A CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia foi criada em 19 de fevereiro de 1998, com a reestruturação patrimonial da BOVESPA. A formação da CBLC representa uma resposta à necessidade do mercado brasileiro de uma estrutura moderna e eficiente de clearing, que compreenda atividades relacionadas à compensação, liquidação, custódia e controle de risco para os mercados a vista, a termo e de opções. A CBLC foi organizada como uma empresa que permite a participação de uma grande variedade de instituições fortes e tecnicamente estruturadas, capazes de administrar risco e atuar como Agentes de Compensação.

O que são Corretoras de Valores?

São instituições financeiras membros das bolsas de valores, credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias bolsas, e estão habilitadas, entre outras atividades nos mercados financeiro e de capitais, a negociar valores mobiliários com exclusividade no pregão físico (viva-voz) ou eletrônico das bolsas.

Corretora de Valores é a instituição que compra e vende ações para você.

Quem são os Investidores?

São indivíduos ou instituições que aplicam recursos em busca de ganhos a médio e longo prazos, que operam nas bolsas por meio de Corretoras e distribuidoras de valores, as quais executam suas ordens e recebem corretagens pelo seu serviço.

Investidores são os clientes das Corretoras.


Mercados a Vista e de Derivativos

As operações na Bolsa são efetuadas nos seguintes mercados:
• a Vista, no qual compradores e vendedores estabelecem um preço para um lote de ações a ser entregue e pago no prazo determinado, atualmente D+3;
• a Termo, no qual as partes fixam um preço para a liquidação físico-financeira da ação em prazo futuro determinado;
• de Opções de compra ou venda, no qual as partes negociam o direito de comprar/vender a ação a preço e prazo futuro determinados; e
• Futuro, no qual ocorre a compra ou venda de ação a um preço acordado entre as partes para liquidação em data futura específica.
Obs.: não é permitida a negociação nos mercados a termo via Home Broker.
Como escolher uma Ação

As ações com o objetivo de obter ganho(s) a médio e longo prazos, em oposição a resultados imediatos, podem ser divididas em:
• "blue chips" ou de 1ª linha - são ações de grande liquidez (grande quantidade de negócios) e procura no mercado de ações por parte dos investidores, em geral de empresas tradicionais, de grande porte/âmbito nacional e excelente reputação;
• de 2ª linha - são ações um pouco menos líquidas, de empresas de boa qualidade, em geral de grande e médio portes;
• de 3ª linha - são ações com pouca liquidez, em geral de companhias de médio e pequeno portes (porém, não necessariamente de menor qualidade), cuja negociação caracteriza-se pela descontinuidade;
• de privatização - são ações de companhias colocadas no mercado por meio de leilões do Programa Nacional de Desestatização - PND. Algumas das companhias em processo de privatização podem já ter suas ações negociadas em bolsas de valores, antes mesmo daquele ser completado, tendendo a incrementar sua liquidez após a conclusão do mesmo.
A Dinâmica das Operações em Bolsa

Tipos de Ordem

Quando o investidor transmite sua ordem a uma Corretora na qual é cadastrado, esta tem o dever de executá-la prontamente, ao melhor preço disponível, desde que se trate de uma ação com liquidez - é a ordem a mercado.

Essa é a ordem mais comum, mas há várias outras modalidades. O investidor pode, por exemplo, fixar um preço determinado ou melhor para sua execução - é a ordem limitada. Ou poderá fixar apenas a quantidade de títulos, dando uma ordem administrada à Corretora, que irá executá-la a seu critério.

A fim de limitar prejuízos, o investidor pode dar a ordem fixando um preço-limite que, se alcançado pela evolução das cotações, torna a ordem a mercado - é a ordem "on stop".

Há também a possibilidade de vincular a execução de uma operação à execução de outra previamente definida e oposta (compra versus venda), no mesmo ou em diferentes mercados - é a ordem casada, que só se efetiva se executadas as duas ordens. De forma similar, há a ordem de financiamento, na qual o investidor determina a tomada de posições opostas, também no mesmo ou em outro mercado, porém, com prazo de vencimento distinto.

Obs.: a negociação via Home Broker só permite as ordens limitadas.

O investidor pode também fixar o prazo de validade de sua ordem por meio da ordem válida para o dia ou da ordem válida por prazo determinado. Expirado o prazo, a ordem é cancelada. Há ainda a ordem válida por prazo indeterminado, cuja validade só termina com a execução ou cancelamento da ordem.

Obs.: as ordens por prazo indeterminado, realizadas via Home Broker, são válidas por 30 dias.

Ordem discricionária - pela qual se estabelecem condições para sua execução agregada a outras, efetuando posteriormente a identificação de titulares, lotes e preços.

Execução

O intermediário financeiro dispõe de profissionais especializados, capacitados a dar orientações sobre investimentos, receber ordens dos investidores e transmiti-las aos operadores qualificados por ele mantidos nos pregões físicos das Bolsas; ou ainda encaminhá-las para o pregão eletrônico, o qual também pode ser acessado diretamente pelos clientes das Corretoras via Home Brokers.

Liquidação

Executada a ordem, tem lugar a liquidação física e financeira, processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido, dentro do calendário específico estabelecido pela Bolsa para cada mercado.

No mercado a vista, vigora o seguinte calendário de liquidação:

D+0 - dia da operação;
D+1 - prazo para os intermediários financeiros especificarem as operações por eles executadas junto à Bolsa;
D+2 - entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC;
D+3 - liquidação física e financeira da operação.

A liquidação é realizada por empresas de compensação e liquidação de negócios, que podem ser ligadas à Bolsa ou independentes. A BOVESPA utiliza a CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia para liquidar as operações realizadas em seus mercados. As Corretoras da BOVESPA e outras instituições financeiras são os Agentes de Compensação da CBLC, responsáveis pela boa liquidação das operações que executam para si ou para seus clientes.
Indicadores e Índices do Mercado

A BOVESPA coleta, organiza e divulga uma série de informações sobre os negócios realizados em cada pregão. Os principais indicadores referem-se a preços e volumes das ações negociadas, que traduzem a liquidez do mercado. São elaborados também índices que mostram o comportamento do mercado como um todo ou segmentos específicos.

O Índice Bovespa (Ibovespa) é o mais importante indicador do desempenho do mercado de ações brasileiro, pois retrata o comportamento das principais ações negociadas na BOVESPA. Ele é formado a partir de uma aplicação imaginária, em Reais, em uma quantidade teórica de ações (carteira). Sua finalidade básica é servir como indicador médio do comportamento do mercado. Para tanto, as ações que fazem parte do índice representam mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro negociados no mercado à vista.

O Ibovespa é uma ferramenta indispensável para quem investe em ações, quer para acompanhar o mercado quer para avaliar comparativamente o desempenho de sua própria carteira.

A BOVESPA divulga também:
• o Índice Brasil (IBrX), que mede o retorno de uma carteira de ações integrada pelas cem ações mais negociadas;
• o IBrX-50, que mede o retorno de uma carteira de ações composta pelas cinqüenta ações mais negociadas;
• o Índice de Energia Elétrica (IEE), índice setorial que mede o desempenho das ações do setor elétrico;
• o Índice Setorial de Telecomunicações (ITEL), índice setorial que mede o desempenho das ações do setor de telecomunicações (tanto telefonia fixa como celular);
• o Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC), que mede o desempenho de um carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa; e
• o Índice Valor Bovespa (IVBX-2), o qual mede o retorno de carteira hipotética constituída exclusivamente por papéis emitidos por empresas de excelente conceito perante os investidores, classificadas a partir da 11ª posição, tanto em termos de valor de mercado como de liquidez de suas ações.
Riscos do Mercado de Ações

Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade garantida, previamente conhecida.
A rentabilidade das ações é composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa emissora, além do eventual ganho de capital auferido na venda da ação no mercado secundário (Bolsa de Valores). O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc.
Justamente porque não há garantia de rentabilidade no investimento em ações, podendo mesmo haver prejuízo na aplicação, este é considerado um investimento de risco. Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.
> Para mais informações sobre riscos no mercado de ações, ver Curso Básico do Mercado de Ações - Mercado a Vista.
Mercado de Opções
No mercado de opções, em que são negociados direitos de compra ou venda de um ativo com preços e prazos estabelecidos, os investidores comprometem-se a efetivar uma operação em um momento futuro. Isso traz o risco de a operação acabar não sendo realizada, ou o risco dos preços do ativo-objeto caminharem em direção oposta à esperada pelo investidor. Não há, portanto, garantia de rentabilidade.
Além disso, deve-se considerar que existe a possibilidade do comprador de uma opção perder todo o capital investido; e que o vendedor de uma opção deve ter capacidade financeira para cobrir potenciais prejuízos, bem como dispor de garantias para atender às exigências de margem.
> Para mais informações sobre riscos nesse mercado, ver Curso Básico - Mercado de Opções e Mercado de Opções/Objetivos e Riscos.
Mercado Futuro
Como em qualquer mercado de derivativos, as aplicações no mercado futuro também estão sujeitas a riscos.
O investidor deve considerar, em sua análise de investimento, a situação econômico-financeira da empresa emissora, a situação econômica do País, a expectativa da taxa de juros e a negociação do ativo-objeto no mercado a vista, entre outros fatores.
> Para mais informações sobre riscos nesse mercado, ver Mercado Futuro de Ações/Que tipo de investidor atua no Mercado Futuro de Ações.
Riscos operacionais de Uso da Rede Mundial de Computadores

Qualquer investidor está sujeito a encontrar problemas em suas conexões à Rede Mundial de Computadores, devido à diversidade de fatores inerentes ao uso desse meio. Mesmo com a utilização das mais modernas tecnologias de informática, é importante que o usuário tenha certos cuidados básicos ao operar seus equipamentos domésticos, sobre os quais a instituição provedora do serviço não tem responsabilidade e os quais esta não tem meios de gerenciar.
As orientações de segurança a seguir poderão minimizar alguns dos problemas que podem ocorrer:
- não divulgue sua senha. Escolha senhas que misturem letras e números e evite colocar nomes de parentes e datas de aniversários. Altere-a regularmente;
- sempre utilize programas antivírus atualizados e verifique se eles estão ativos antes do acesso à Internet;
- nunca execute arquivos encaminhados por e-mail sem antes verificar a possibilidade de estarem contaminados por vírus;
- atualize seu browser (navegador). A cada atualização, você observa melhorias, inclusive sob o aspecto da segurança;
- evite a utilização de equipamento que não seja de sua confiança e não utilize aplicativos desconhecidos. Você não deve realizar operações em equipamentos públicos;
- sempre acompanhe as movimentações de sua conta por meio de extratos periódicos. Se houver qualquer crédito ou débito irregular, você deve contatar sua Corretora imediatamente.
Vale lembrar também que, na conexão via Internet, estão envolvidas diversas situações sujeitas a problemas, que poderão comprometer sua conexão com a Corretora Home Broker. Entre estes, podemos citar:
- falta de energia elétrica;
- interrupção ou má qualidade de linhas telefônicas, se sua conexão for por meio de acesso discado;
- performance de conexão e capacidade de processamento do provedor de acesso;
- performance do microcomputador utilizado.

Riscos relacionados ao ciclo de liquidação das operações com ações realizadas no mercado a vista da BOVESPA

A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia - CBLC é a clearing responsável pela compensação e liquidação de operações realizadas no mercado a vista da BOVESPA.
No caso de uma operação de venda no mercado a vista, as ações objeto de negociação devem estar disponíveis na conta de custódia do vendedor, para entrega ao comprador, até o horário limite estabelecido na Tabela de Prazos e Horários do Ciclo de Liquidação da CBLC, ou seja, até as 9h59 do terceiro dia útil após a realização da operação (D+3).
A não entrega total ou parcial das ações objeto da negociação em D+3 ou a ausência de apresentação de documentos necessários à liquidação caracterizam a falta da entrega de ativos e resultam em multa ao vendedor das ações.
Caso os ativos não sejam entregues até as 10h de D+4 da operação, a CBLC aciona, no mesmo dia, o mecanismo de tratamento de falta de entrega - o Processo de Recompra de Ativos - além de cobrar nova multa sobre o valor dos ativos não regularizados.
A ordem de recompra emitida em D+4 é o instrumento que autoriza a contraparte a executar, a preço de mercado, uma nova operação de compra dos ativos adquiridos em D+0 e não recebidos no prazo regulamentar por falta na entrega. Essa ordem de recompra deve ser executada até D+6 e ter confirmada sua execução, perante a CBLC, até D+7. O vendedor em falta com a entrega dos ativos arcará com a diferença de preço da recompra, quando ela ocorrer.
Caso a recompra não seja executada até o prazo estipulado por qualquer que seja o motivo, a CBLC, em D+8, reverterá a operação, retornando os valores financeiros ao comprador da operação.
Assim, o cliente deve estar ciente de que uma eventual venda realizada sem ter as ações em sua conta, ou sob a expectativa de seu recebimento por conta de uma compra do mesmo ativo realizada em data anterior, poderá resultar em sua inadimplência, com o conseqüente ônus, conforme demonstrado, caso essa compra sofra problemas em sua liquidação.
Nota: para informações sobre o Regulamento de Operações e os Procedimentos Operacionais da CBLC, consulte os links abaixo:

- Regulamento de Operações da CBLC
- Procedimentos Operacionais da CBLC


A SEGURANÇA NO MERCADO DE AÇÕES

A Bolsa de Valores de São Paulo exerce, em defesa do interesse dos investidores, um rigoroso acompanhamento de todas as transações, o que assegura elevados padrões éticos no cumprimento dos negócios realizados.

Garantias

Com a finalidade de oferecer o máximo de segurança nas operações realizadas em seu sistema de negociação, a BOVESPA as acompanha minuciosamente. Além disso, exige limites e garantias para a execução dessas operações. A CBLC administra o risco que essas operações podem associar aos mercados, estabelecendo limites operacionais para os Agentes de Compensação; estes, por sua vez, às Corretoras; e as mesmas a seus clientes.
Os limites operacionais são estabelecidos de acordo com as respectivas capacidades de liquidação das operações. Esses limites podem ser aumentados diariamente por meio do depósito adicional de garantias.
A CBLC exige ainda depósito de margens ou cobertura para posições de risco nos mercados a termo e de opções, além do serviço de empréstimo de títulos - BTC.
Custódia

Para a guarda de títulos e exercício de direitos, o investidor pode dispor de serviço especializado, prestado por instituições credenciadas pela CVM para esse fim.

A custódia é fungível quando os valores mobiliários depositados podem ser substituídos, na retirada, por outros iguais (mesma espécie, qualidade e quantidade). Quando os valores são mantidos discriminadamente por depositante, a custódia é infungível.

A CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, empresa ligada e que presta esse tipo de serviço à BOVESPA, oferece custódia com padrão de qualidade internacional, tendo conquistado a certificação ISO 9002. A CBLC tem o serviço de custódia fungível com movimentação "on-line" e "real time" dos ativos da conta de custódia. Além disso, adota a codificação de títulos ISIN, mundialmente utilizada.

Cuidados na escolha do Intermediário

A escolha do intermediário que irá administrar os recursos do investidor exige muita atenção.
É importante que o investidor certifique-se de que esse intermediário atende a alguns requisitos básicos:
• tradição e solidez da instituição como administradora de recursos;
• idoneidade pessoal do administrador;
• experiência no gerenciamento de recursos, relacionado à capacidade de indicar as melhores alternativas e os momentos mais adequados para a realização dos negócios;
• situação legal regular com autorização de funcionamento dada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários, além de ser membro ativo da BOVESPA;
• alto padrão de qualidade na prestação de serviço. Competência e ética para atender às necessidades do investidor.
As Corretoras da BOVESPA possuem todas essas características e ainda contam com a experiência da maior Bolsa de Valores da América Latina.

INVESTINDO EM AÇÕES. COMO E POR QUÊ.


Ações como formação de patrimônio

Embora o folclore do mercado destaque sempre casos de investidores que tiveram grandes ganhos no curto prazo na bolsa, não deve ser esta a expectativa de quem decide investir em ações.

Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na sua aquisição de ações recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos.

É recomendável que o investidor diversifique seus investimentos entre várias opções de poupança. E dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos, ou seja, o dinheiro que sobra para um investimento de longo prazo, para formação de patrimônio ou para uma poupança de 5, 10 ou 15 anos.

É importante também que o investidor seja bem assessorado ao decidir suas aplicações. Acompanhar o noticiário econômico, seguir as publicações legais das companhias, acessar informações específicas requerem esforço e conhecimentos técnicos especializados.

As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles o investidor poderá se informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter melhores resultados.

O investidor pode ainda buscar orientação sobre formas coletivas de investimento, como clubes e fundos de investimento, sob a administração de instituições e intermediários financeiros. Caso o investidor opte por deles participar por meio da aquisição de quotas, a decisão de quando, como e onde aplicar no mercado acionário os recursos dos vários quotistas é de responsabilidade dessas instituições e intermediários. Mensalmente, o investidor recebe o extrato demonstrativo de sua posição e pode, a qualquer momento, informar-se sobre a evolução das quotas, calculada e divulgada diariamente.

Outra forma muito importante de participar, amplamente utilizada, foi a troca de parte do FGTS por ações da Petrobrás. Esse tipo de investimento foi muito rentável para quem o realizou. Para se ter uma idéia, entre agosto/2000 e abril/2001, as ações da Petrobrás, em média, subiram mais de 55%, enquanto a Poupança rendeu 5,06% e os Fundos de Renda Fixa atingiram cerca de 5,5%.

Enfim, não importa a forma pela qual se invista, se individual ou coletivamente. O importante é saber que a ação é, principalmente, uma alternativa de formação de patrimônio.

Diversifique os investimentos

Diversificação de investimentos é o termo técnico utilizado para designar a antiga recomendação de que "não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta".
Assim, da totalidade de seus recursos, o investidor deve separar o montante que estará comprometido com gastos de curto prazo e com pagamentos em datas fixas (mais os imprevistos) e destiná-lo a aplicações financeiras de curto prazo ou até mesmo mantê-lo em disponibilidade imediata.

Da parcela destinada ao investimento de médio e longo prazos, poderá destinar parte a aplicações de renda fixa e parte a operações de renda variável (ou seja, uma aplicação cujo rendimento não se conhece com antecedência e que pode até ser negativo).

Em princípio, quanto mais conservador, maior a parcela dedicada aos investimentos de renda fixa. Quanto mais agressivo, maior a exposição aos mercados de renda variável. Entretanto, a moderna gestão de fundos e carteiras consegue diminuir as diferenças de relação risco-retorno desses dois tipos de investimento por meio do uso de derivativos. Derivativos são instrumentos financeiros sofisticados, cujo valor se baseia em outro ativo, os quais propiciam a montagem de estratégias de proteção ("hedge") ou, ao contrário, de alavancagem.

Entre as alternativas de investimento em renda variável destaca-se o investimento em ações. Quando este é realizado com expectativa de retorno de médio/longo prazos, o risco fica menor. Dessa forma, o risco passa a estar condicionado ao desempenho/resultado (lucro ou prejuízo) da companhia dentro de um horizonte temporal mais amplo.

O Perfil do Investidor

A estabilidade econômica abriu a possibilidade para uma mudança de visão por parte do investidor: a preocupação maior de defesa contra a inflação cedeu lugar ao objetivo claro de obter maiores ganhos nos investimentos.

A realidade que se apresenta atualmente é distinta e a oferta de produtos é diversificada, atendendo a todos os tipos de investidores: do mais conservador ao mais agressivo.

A tendência do mercado brasileiro é a de tornar-se cada vez mais semelhante aos mercados desenvolvidos: com a participação preponderante de investidores institucionais e com aplicações nas quais os melhores retornos estão associados a riscos e prazos maiores.

Geralmente, ninguém entra em um empreendimento hoje para sair dele amanhã. A compra de uma ação é a mesma coisa que investir num bem, num carro, numa casa, e ainda tem a vantagem de ser uma operação simples.

Portanto, pense sempre no investimento em ações como uma formação de patrimônio, uma poupança de longo prazo.
A IMPORTÂNCIA DO MERCADO DE AÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA E DO PAÍS


Torna-se mais evidente a cada dia a contribuição positiva do mercado de capitais e, especificamente, o destacado papel do mercado acionário para o desenvolvimento econômico.
A idéia de que o mercado acionário, notadamente nos países em desenvolvimento, envolveria apenas negociações na esfera financeira, desprovidas de qualquer impacto sobre o setor real da economia, mostrou-se definitivamente superada.
De acordo com estudos divulgados pelo Banco Mundial, foi encontrado um alto grau de correlação entre os indicadores dos mercados acionários e o crescimento médio verificado no período 1976-96.
A conclusão foi de que o mercado acionário não apenas seguiu o crescimento econômico, mas proporcionou os meios para prognosticar as taxas futuras de crescimento do capital, da produtividade e da renda per capita.

São inúmeras as contribuições a serem citadas:
• Ao carregar recursos dos poupadores e disponibilizá-los para o uso dos investidores, o mercado de ações incentiva não apenas a formação da poupança interna, mas, particularmente, a geração de poupança de longo prazo. É inegável a relação entre a formação de poupança com os processos de crescimento auto-sustentado e manutenção do desenvolvimento econômico.
• O mercado de ações, ao premiar, via maximização dos retornos, o uso eficiente dos recursos e o momento correto da tomada de decisão, torna o próprio mercado cada vez mais eficiente e esse efeito é transmitido aos demais setores da economia.
• Por sua vez, um mercado eficiente proporciona uma ampla gama de alternativas de financiamento, isoladamente ou pela combinação entre as diversas opções, reduzindo custos financeiros, o que contribui decisivamente para a saúde financeira das empresas, com conseqüente valorização do capital investido pelos acionistas.
• Um mercado acionário desenvolvido, com bom volume, liquidez e adequada regulamentação, facilita os negócios de mudança de controle/propriedade e privatização, o que tem contribuído para o aumento da produtividade econômica nos últimos anos, em nível global.
• A demanda por informações e demonstrações financeiras de qualidade, por parte do mercado acionário, é um fator que estimula a cultura empresarial e do público geral, com frutos para toda a atividade econômica.
• O mercado acionário reflete a opinião dos principais agentes sobre a conjuntura econômica doméstica e internacional e suas perspectivas, constituindo-se também em importante formador de opinião. Assim, os diagnósticos e recomendações originadas desse mercado são elementos que os condutores da política econômica costumam considerar na tomada de decisões.
• Finalmente, cabe destacar o papel fundamental de um mercado de ações eficiente e desenvolvido para atrair, maximizar e consolidar a presença e permanência do capital externo.
Bem-estar social e o Mercado de Ações

O bom funcionamento do mercado acionário, particularmente nos chamados países em desenvolvimento, traz à nação contribuições além de novos recursos para as empresas.

Investimentos através do mercado acionário geram novos empregos e a expansão do setor privado.
Isso possibilita a reorientação dos recursos do setor público para as camadas e setores menos favorecidos.

Outro aspecto no qual é relevante a participação do mercado acionário hoje é a reforma previdenciária. Nos mais diversos países, a previdência pública entrou em crise e a solução tem sido substituí-la ou complementá-la com a previdência privada.

Esse ganho em termos de bem-estar social reflete melhorias nos modelos de arrecadação e remuneração, na eficiência de gestão e na qualidade dos ativos que compõem os fundos de previdência, onde particularmente se destaca o crescimento das aplicações em ações.

INFORMAÇÃO. O COMBUSTÍVEL DO MERCADO


O mercado de ações é movido a informação. Todos os agentes demandam informações sobre as companhias, os agregados setoriais e macroeconômicos, os negócios realizados e em andamento e os respectivos investidores.
A informação sobre o passado e o presente é, de início, utilizada para a avaliação de desempenho de uma ação ou do mercado como um todo. Mas a utilização mais nobre da informação é servir como base para projetar o comportamento futuro.

As mesmas informações podem gerar interpretações diferenciadas. Isso acontece normalmente, resultando em comportamentos diferenciados, como por exemplo, alguns considerarem que é momento de vender determinada ação, enquanto outros tantos decidem que é hora de comprar. Nesse caso, muitos negócios seriam fechados, sem que fosse exercida qualquer pressão sobre o movimento dos preços.

Para evitar análises equivocadas, o investidor conta com um profissional especializado, o analista de mercado. Atuando de forma independente ou como funcionário de uma instituição intermediária, o analista deve sempre ser consultado antes de se tomar decisões quanto à composição de carteiras de investimento e ao momento mais adequado à compra e venda de ações.
Esses profissionais estão constantemente atentos às informações obrigatórias e voluntárias divulgadas pelas empresas e aos diversos indicadores de conjuntura setorial, macroeconômica e de mercado. Com esse conjunto de informações, podem projetar desempenhos e retornos e calcular o preço justo das ações, derivando daí suas recomendações.

Obrigatórias ou espontâneas, as informações são alvo de cuidadosa regulamentação por parte do órgão regulador do mercado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e das bolsas de valores, objetivando evitar a chamada "informação privilegiada". Esta significa a informação fornecida de forma restrita a certos agentes, pelas empresas ou por intermediários, em menor tempo ou melhor qualidade ou quantidade do que a distribuída ao público em geral, possibilitando ganhos resultantes do diferencial de informações, aos favorecidos por tal prática.

A regra básica vigente é que toda a comunidade dos investidores receba as mesmas informações ao mesmo tempo, cabendo punições para os infratores.

Como obter Informações sobre as Companhias Abertas

Para que a companhia possa manter sua condição de companhia aberta e negociada em bolsa, é necessário que sejam cumpridas as exigências legais e institucionais decorrentes da abertura, entre as quais a divulgação de um conjunto básico de informações periódicas e eventuais, destacando-se as seguintes:
• Relatório da Administração, Demonstrações Financeiras Anuais e respectivo Parecer de Auditoria Independente;
• DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas;
• ITR - Informações Trimestrais;
• IAN - Informações Anuais;
• AGO/E (s): edital e atas;
• Divulgação de Fato Relevante.
Todos os itens de informação acima são enviados à CVM e às Bolsas em que a companhia tiver se registrado e ficam disponíveis para consulta ao público. As demonstrações financeiras, os editais de assembléia e os Fatos Relevantes são também publicados em jornais de grande circulação.

O ITR é o documento legal no qual são divulgados os dados contábeis trimestrais, acompanhados de explicações sintéticas, prestando-se ao acompanhamento conjuntural da empresa.

O IAN é um documento mais detalhado, apresentando uma série de informações societárias, contábeis, mercadológicas e financeiras, além do histórico da companhia.

De acordo com a orientação da CVM, são atos ou Fatos Relevantes certos acontecimentos empresariais e societários que têm probabilidade de afetar os preços dos valores mobiliários emitidos pela companhia e a decisão dos investidores em negociar aqueles valores ou exercer direitos a eles inerentes.
Como exemplo de Fatos Relevantes, tem-se acidentes que interrompam drasticamente o fluxo normal de receitas e resultados, mudança de controle acionário, fusões e cisões e alterações significativas na composição do ativo da empresa.

Além da divulgação das informações legais, dentro dos prazos e veículos específicos, as companhias devem manter a Diretoria de Relações com o Mercado e o Departamento de Acionistas para atender os investidores.

Atualmente, a informação ganhou perfil de ferramenta mercadológica. A companhia que busca reconhecimento perante o mercado e objetiva fixar sua imagem institucional mantém política de divulgação de informações superior ao patamar legal.

Além de disponibilizar as informações legais das companhias, as Bolsas divulgam dados sobre os negócios realizados e o funcionamento do mercado. A BOVESPA mantém um sistema próprio de informações ao mercado.

Informações sobre o Mercado

Internet

No site da BOVESPA (www.bovespa.com.br), além de ter acesso a informações sobre produtos e serviços e dados gerais da Bolsa, você também pode verificar cotações de ações e informações das respectivas empresas. Em português e inglês.

CIB - Centro de Informações Bovespa

É responsável pelo atendimento das dúvidas do público em geral sobre o mercado de ações e sobre a Bolsa de Valores de São Paulo (seus produtos e serviços). Também é responsável pela venda e distribuição das publicações produzidas na BOVESPA e dos balanços das companhias listadas.
O CIB atende no seguinte endereço: Rua XV de Novembro, 275, subsolo, São Paulo/SP, das 9h às 14h. Tels. (011) 3233-2178/2238/2261; fax (011) 3233-2331; ou SPOT 55800.

Publicações
• Guias, Manuais e Folhetos: a BOVESPA é uma das maiores divulgadoras de informações sobre o mercado brasileiro de capitais. Ela produz e distribui uma série de guias, manuais e folhetos específicos sobre o mercado, sendo que alguns deles também estão disponíveis em inglês e espanhol. Essas publicações são destinadas aos investidores nacionais e estrangeiros que buscam maior familiaridade com o investimento em bolsa. Abrangem o funcionamento e a regulamentação dos mercados a vista, de opções e a termo, além de produtos e serviços.
• Boletim Diário de Informações (BDI): permite acompanhar o comportamento de operações e índices da BOVESPA.
• Revista Bovespa: publicação bilíngüe (português-inglês) que permite o acompanhamento dos indicadores das principais bolsas mundiais, além de detalhadas informações sobre o mercado brasileiro.
As publicações podem ser adquiridas no CIB - Centro de Informações Bovespa (veja o item anterior) ou no site da BOVESPA.

SAP - Serviço de Atendimento ao Público Bovespa

O SAP pode ser acessado gratuitamente pelo telefone 0800-770-0149, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e apresenta, entre várias opções, o pioneiro serviço de Ombudsman do Mercado.


Disque Bovespa

Serviço informatizado e interativo que permite o acesso, por voz digitalizada e boletins via fax, a todas as informações relativas às negociações na BOVESPA. Para obter mais informações sobre o Disque Bovespa, clique aqui.

Difusão de Informações - Vendors

Uma grande quantidade de clientes, no Brasil e no exterior, recebe diariamente informações sobre o pregão e o movimento das ações do Ibovespa. Por meio de terminais abastecidos pelos Vendors- empresas especializadas no fornecimento de informações sobre as bolsas - é possível acompanhar, em tempo real e de qualquer lugar do mundo, o desempenho dos papéis negociados no pregão.

As informações via CVM

A CVM distribui o Informativo CVM, de periodicidade mensal, em que constam os dados dos lançamentos primários e secundários autorizados pela instituição, informações sobre as bolsas, mercados de derivativos, fundos de investimentos e investidores estrangeiros. Mantém ainda centros de informação abertos ao público e parte de suas informações está disponível na Internet (www.cvm.gov.br).

Informações via imprensa especializada

Os investidores podem obter informações sobre as bolsas e outros segmentos do mercado de capitais nos cadernos econômicos da imprensa, em programas especializados da mídia (rádio e TV) e em agências de notícias que transmitem instantaneamente, por terminais de vídeo, informações importantes de todo o mundo.

Informações sobre Intermediários

Os intermediários financeiros - Corretoras, bancos múltiplos, de investimento, distribuidoras e outros - que atuam no mercado precisam obter autorização para operar, perante a CVM e/ou o Banco Central. Essas duas instituições podem, portanto, prestar informações legais acerca do intermediário.

Outras fontes de informação são as associações de classe desses intermediários:
• Associação Nacional dos Bancos de Investimento - Anbid;
• Associação Nacional das Corretoras de Valores, Câmbio e Mercadorias - Ancor;
• Associação das Empresas Distribuidoras de Valores - Adeval.
Essas associações divulgam periódicos que sistematizam informações sobre seus associados e o mercado em geral.

A imprensa especializada publica informações sobre o desempenho desses intermediários, o que pode ser útil na escolha do intermediário adequado para o tipo e volume de negócios desejados.

Finalmente, como esses intermediários divulgam seus produtos e sua performance dentro dos vários segmentos de atuação nos mercados primário e secundário, o próprio marketing institucional pode ser outra fonte para obtenção de informações. Embora muitas vezes essa informação seja útil e confiável, deve ser comparada com aquelas divulgadas pelos concorrentes. Fazendo isso, evita-se uma análise parcial que poderia implicar escolha inadequada de um intermediário frente às necessidades do investidor.


Pay-Out -> Taxa de distribuição dos lucros (%) = Dividendo por Ação / Lucro por Ação

Veja também: